Os FIDCs oferecem crédito rápido e estruturado

Os FIDCs oferecem crédito rápido e estruturado – Foto: Pixabay
O crédito rural no Brasil segue marcado por contrastes. Apesar do Plano Safra 2025/2026 prever R$ 516,2 bilhões, apenas R$ 113,8 bilhões têm juros subsidiados; o restante depende de regras de mercado, com burocracia e exigências que muitas vezes atrasam a liberação. Nesse contexto, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ganham destaque, movimentando R$ 630 bilhões em maio e com previsão de superar R$ 1 trilhão até 2027.
Os FIDCs oferecem crédito rápido e estruturado, atendendo custeio da safra, capital de giro e investimentos, por meio de instrumentos como Cédula de Produto Rural, penhor de safra e alienação fiduciária de imóveis. Diferente das linhas públicas, funcionam caso a caso, com suporte técnico e análise em campo. “O produtor não pode mais depender de um crédito que chega atrasado ou em volume insuficiente. O melhor recurso é aquele que atende à necessidade do negócio no tempo certo”, afirma Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.
Além de atender produtores de diferentes portes, esses fundos conectam toda a cadeia do agro, reduzindo riscos de inadimplência e criando carteiras pulverizadas para investidores, com múltiplas culturas e regiões. A evolução dos FIDCs acompanha a profissionalização do setor, que passou a encarar o crédito como componente estratégico, integrando gestão estruturada e avaliação do custo de capital.
“Hoje conseguimos oferecer crédito sob medida, com análise técnica feita em campo e liberação no momento certo da safra. Isso muda completamente a dinâmica de quem está na ponta, produzindo”, explica Assis.

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