Com as escalas confortáveis e o escoamento lento da carne bovina, grande parte das indústrias frigoríficas não realizou compras de animais nesta terça-feira (23/9), o que manteve as cotações estáveis na maior parte do Brasil.
Das 33 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 24 não tiveram alterações nos preços do boi gordo. Apenas nove regiões registraram quedas de valores: Goiânia (GO), Dourados (MS), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), noroeste do Paraná, Santa Catarina, oeste do Maranhão, Marabá (PA) e Rio de Janeiro.
Em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), praças de referência para o mercado, a arroba do boi gordo seguiu cotada a R$ 305 para o pagamento a prazo. As demais categorias (vaca, novinha e boi “China”) também não tiveram alterações de valores.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado do boi segue com baixa liquidez, e os frigoríficos aguardam uma definição mais clara do cenário. As escalas de abate variam entre sete e 20 dias, dependendo da região.
Em relação ao mercado externo, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) informou nesta terça-feira que as exportações de carne bovina do Brasil tiveram, em agosto, o segundo melhor resultado do ano, com a faturamento de US$ 1,669 bilhão (+49% em relação ao mesmo de 2024) e embarque de 359.418 toneladas (+19% em igual comparação).
Os resultados positivos seguem em setembro. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, até a terceira semana deste mês, o volume exportado foi de 209,6 mil toneladas, com uma média diária de 13,9 mil toneladas, aumento de 16,6% em relação ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,6% na comparação feita ano a ano.
O preço em dólar em alta também contrabalança a queda do câmbio. A cotação média em reais ficou em R$ 30.325 por tonelada, 21,2% maior que a de setembro do ano passado, mas 0,6% abaixo de agosto de 2025. O Cepea destaca que o preço médio em reais da carne in natura tem se mantido acima de R$ 30 mil a tonelada desde junho, com variações mínimas de um mês para outro.

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