O valor de produção de açaí no Brasil ultrapassou R$ 1 bilhão pela primeira vez em 2024. O crescimento foi de 19,9% ante 2023, para R$ 1,023 bilhão, de acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2024), divulgada nesta quinta-feira (25/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O ano de 2024 foi o primeiro em que o açaí respondeu por mais da metade do valor de produção dos produtos alimentícios: a participação subiu de 46% para 50,9%.
Os produtos alimentícios são o segundo maior grupo em valor de produção no extrativismo vegetal no Brasil – atrás apenas dos produtos madeireiros. O valor de produção cresceu 8,1% nos produtos alimentícios, para R$ 2,009 bilhões.
No extrativismo vegetal como um todo, o aumento foi de 13%, para R$ 7 bilhões, puxado pelos produtos madeireiros, que tiveram alta de 17,4%, para R$ 4,613 bilhões.
Nos produtos alimentícios, enquanto o fruto do açaí teve expansão, a erva-mate reduziu de 31,8% para 26% sua participação em valor de produção do grupo. A queda no valor de produção do produto foi de 11,3% frente a 2023, para R$ 522,8 milhões.
A produção de açaí no Brasil subiu 3,6% em 2024, ante 2023, para 247,5 mil toneladas. O Pará responde por quase 70% do volume produzido (68,1%) e teve aumento de 0,5% na produção em 2024, frente ao ano anterior.
O município de Limoeiro do Ajuru (PA) é o maior produtor brasileiro de açaí, com 50 mil toneladas, quase um quinto do que é produzido em todo o país. O Estado do Pará engloba quatro dos cinco maiores produtores brasileiros de açaí. Além de Limoeiro do Ajuru, também estão ali Oeiras do Pará, Afuá e Inhangapi. A única exceção nas cinco primeiras posições fora do Pará é o município de Codajás, no Amazonas.

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