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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro sonham com uma “autocontenção” do Supremo Tribunal Federal (STF) após a mudança que ocorre hoje na presidência: sai Luís Roberto Barroso, que disse as frases “perdeu, mané” e “derrotamos o bolsonarismo”, e entra Edson Fachin, de perfil mais discreto.
“Ele deve recolocar o Tribunal no seu devido papel de guardião da Constituição, e não protagonista político”, disse à Coluna do Estadão a deputada Bia Kicis (PL-DF). “Espero que Fachin cumpra seu dever: proteger a Constituição”, reforçou Júlia Zanatta (PL-SC).
Mesmo com essa torcida, parte da direita avalia que a Corte está contaminada pela agenda do ministro Alexandre de Moraes e a nova gestão será “mais do mesmo”. “Acredito que não mude muita coisa”, afirmou Rodrigo Valadares (União-SE).
A relação de bolsonaristas com a Corte é marcada pelo conflito. Apesar da expectativa de que o clima se amenize com a conclusão do julgamento de Bolsonaro e de outros réus pela trama golpista, o Supremo mantém abertos inquéritos como o das Fake News, que já dura cinco anos.
Como mostrou a Coluna, em uma sinalização de seu perfil, Fachin buscou inspiração na posse da ex-ministra Rosa Weber no cargo e não quis festa após a cerimônia, diferentemente do atual presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, que comemorou o começo e o fim de sua gestão cantando ao lado de bandas.

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