A americana Corteva, de sementes, defensivos e biológicos, anunciou nesta quarta-feira (1º/10) a aprovação por parte de seu Conselho de Administração do plano para se dividir em duas empresas públicas independentes, conforme antecipado por agências de notícias. A conclusão da operação está prevista para o segundo semestre de 2026.
Com a separação, a empresa passará a operar com duas estruturas distintas. A Nova Corteva terá foco em soluções de proteção de cultivos e inovação em biológicos. A empresa estima que esse segmento represente cerca de 44% das vendas líquidas totais em 2025, o equivalente a US$ 7,8 bilhões.
Já a SpinCo será dedicada à área de sementes, com atuação baseada em genética avançada e histórico de relacionamento com agricultores. As projeções apontam que o negócio representará cerca de 56% das vendas líquidas em 2025, totalizando US$ 9,9 bilhões.
De acordo com a Corteva, a medida visa criar duas companhias com foco estratégico e operacional mais definido, cada uma com modelos de negócios adaptados às suas respectivas áreas de atuação. A expectativa da empresa é que, com isso, ambas consigam responder de forma mais ágil às dinâmicas do mercado e alocar capital de forma mais eficiente.
O atual CEO da Corteva, Chuck Magro, assumirá o cargo de CEO da SpinCo. Já o presidente do Conselho, Greg Page, será o presidente da Nova Corteva. As demais lideranças executivas e detalhes adicionais sobre a estrutura das duas companhias serão divulgados futuramente.
A companhia reafirmou suas projeções financeiras para 2025 e informou que a estrutura de valor prevista para 2027 permanece inalterada.
A transação depende ainda de algumas condições para ser concluída, como a emissão de parecer jurídico favorável à isenção fiscal e o registro junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A Corteva também destacou que pode cancelar ou modificar os termos da separação a qualquer momento antes da conclusão.
Segundo fontes do mercado, a reestruturação teria como objetivo proteger a unidade de sementes de potenciais passivos legais ligados ao uso de pesticidas. A movimentação ocorre em um contexto em que uma das principais concorrentes da Corteva, a alemã Bayer, enfrenta ações judiciais relacionadas a produtos químicos.
A Bayer contabilizou no segundo trimestre de 2025 provisões de aproximadamente 1,2 bilhão de euros para processos envolvendo o herbicida Roundup e mais 530 milhões de euros para questões relacionadas aos compostos PCB.

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