A liquidez esteve baixa ao longo da semana passada para o feijão-carioca em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A qualidade inferior dos lotes e a menor demanda reduziram o interesse de compra e os preços se enfraqueceram.
Na sexta-feira (10/10), no sul de Goiás, o Cepea registrou a cotação de R$ 232,50 para a saca de 60 quilos de feijão-carioca de melhor qualidade, uma queda diária de 1,59%.
Para o feijão-preto, pesquisadores do Cepea indicam que, após a forte valorização observada em setembro, o mercado apresentou ajustes negativos moderados na semana passada, com reposição mais lenta e demanda estabilizada. Na sexta-feira, no Sul do Paraná, foi registrado preço médio de R$ 143,90 para a saca de 60 quilos, uma alta diária de 0,40%.
Já as exportações brasileiras de feijões atingiram novos recordes, tanto no resultado mensal quanto no acumulado de 12 meses, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijões em setembro, o maior volume mensal já registrado. No acumulado de 2025 (de janeiro a setembro), as exportações somam 361,9 mil toneladas, já superando o total escoado em todo o ano de 2024 (343,6 mil toneladas). Em 12 meses, o volume atinge 488,4 mil toneladas, também recorde histórico.
Segundo pesquisadores do Cepea, Mato Grosso se consolida como o principal fornecedor do produto exportado, com destaque para variedades diferentes das consumidas no mercado brasileiro. Assim, o avanço das exportações não tem afetado de forma direta a oferta e os preços dos feijões carioca e preto negociados no mercado interno.

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