O café opera em forte alta na bolsa de Nova York nesta manhã de terça-feira (14/10). Os papéis com vencimento para dezembro sobem 4,69%, cotados a US$ 4,0320 por libra-peso.
O movimento acontece após a commodity fechar a sessão anterior em alta de 3,26%, o que reforça um forte impulso na cotação do grão, justificado pela falta de chuva nas lavouras do Brasil que não tem encontrado boas condições para o desenvolvimento das floradas nas áreas de arábica, de acordo com Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café.
“Em algumas regiões, o volume de chuvas não foi capaz de conter os estragos provocados pelas floradas antecipadas. As previsões de clima para a segunda quinzena de outubro não estão confirmadas, e será preciso um bom índice de chuva para garantir o pegamento dessa florada”, diz.
Além disso, a queda dos estoques certificados de café na bolsa de Nova York deu impulso extra para as cotações. “Ainda há muita incerteza se haverá uma negociação que exclua o café brasileiro do tarifaço americano. Essa incerteza faz o investidor correr para os estoques em busca de proteção”, acrescenta Neto.
Cacau
O cacau segue em queda, e já opera nos menores patamares dos últimos dois anos. Nesta manhã, os contratos futuros da amêndoa, com vencimento para dezembro, caem 0,24%, negociados a US$5.809.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar demerara também caem em Nova York. Com desvalorização de 0,38%, os papéis com vencimento em março estão cotados a 15,55 centavos de dólar por libra-peso.
Algodão
Os contratos futuros de algodão também operam em queda, com baixa de 0,57%, e os papéis da pluma com entrega para dezembro cotados a 63,22 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em alta em Nova York. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro, estão cotados a US$ 2,0840 a libra-peso, com alta de 2,08%.

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