O preço do cacau ensaiou recuperação na bolsa de Nova York após as baixas recentes levarem as cotações aos menores patamares em quase dois anos. Os papéis da amêndoa para dezembro fecharam em forte alta, de 3,13% nesta quinta-feira (16/10) , cotados a US$ 5.991 a tonelada.
Além do ajuste técnico, os dados sobre moagem na Europa, principal região consumidora de cacau do mundo, impulsionaram os valores. O processamento das amêndoas no continente teve queda de 4,8% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2024, e somou 337,35 mil toneladas, segundo dados da Associação Europeia do Cacau.
Para Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, quando comparado com o processamento em outras regiões, o número da Europa desapontou os investidores, que esperavam um recuo de até 10% nas moagens.
“No Brasil, o processamento teve queda de 16% no terceiro trimestre. Na Costa do Marfim, ele caiu 35%, e na Malásia a baixa foi de 30%. O mercado olhou para esses números da Europa e esperava uma retração bem maior”, justifica.
Ainda nesta semana, serão revelados os dados de moagens de cacau na Ásia e América do Norte, que podem voltar a impactar o preço da amêndoa em Nova York.
“As moagens da Malásia são um indicativo de que na Ásia o processamento deve registrar queda de dois dígitos. Para a América do Norte, no entanto, o recuo pode não ser tão grande, considerando a boa oferta do Equador que abasteceu principalmente os EUA neste terceiro trimestre”, pontua Bezzon.
As cotações do açúcar, que vinham em uma tendência de baixa na bolsa de Nova York, registraram alta na sessão de hoje, após dados de produção no Brasil, maior exportador mundial da commodity. Os contratos do demerara com entrega para março do ano que avançaram 0,70%, a 15,80 centavos de dólar a libra-peso.
Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o mix para a produção de açúcar nas usinas do Centro-Sul atingiu 51,2% na segunda quinzena de setembro, abaixo das 53,5% da quinzena imediatamente anterior.
O preço do café registrou leve queda na bolsa americana. Os papéis do arábica para dezembro fecharam em baixa de 0,28% a US$ 3,9380 a libra-peso.
Seguem na pauta dos investidores fatores como o clima para a safra brasileira e ainda as negociações entre membros do governo do Brasil e dos EUA sobre o tarifaço de 50% aplicado sobre as exportações de produtos brasileiros.
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) subiu na bolsa de Nova York depois de atingir na véspera o menor valor em quase três anos. Os lotes com entrega para novembro fecharam em alta de 0,16%, a US$ 1,9330 a libra-peso.
Os preços do algodão seguem com movimentação lateral na bolsa de Nova York. Os papéis com entrega em dezembro fecharam em queda de 0,05%, cotados a 63,73 centavos de dólar a libra-peso.

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