Paraná tem nova agroindústria para beneficiar feijão

Maior Estado produtor de feijão do Brasil, o Paraná recebeu, na quarta-feira (15/10), mais uma unidade para beneficiar o principal alimento da culinária brasileira. Com capacidade para processar 40 toneladas por dia e investimento de R$ 10 milhões, a agroindústria sediada em Londrina (PR) é um projeto da Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon), ligada a agricultores da reforma agrária do assentamento Eli Vive, com mais de 500 famílias assentadas.

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De acordo com o diretor-presidente da cooperativa, Fábio Herdt, a nova indústria será capaz de atender pequenos e grandes produtores da região. “São equipamentos com tecnologia de ponta, capazes de identificar e separar o grão de feijão-preto do carioca e processar o grão com a melhor qualidade possível. Vamos poder comercializar o produto a preço justo, valorizando o trabalho dos agricultores”, afirma.

A fábrica vai compor um Complexo Agroindustrial de Produção de Grãos, somando-se a uma segunda agroindústria, onde a cooperativa beneficia milho e derivados como fubá, biju e canjiquinha. A ampliação tem como foco quatro cadeias produtivas consideradas estratégicas para os agricultores: milho, hortaliças, frutas e feijão.

“Com a agroindústria do feijão, a cooperativa passa a atender a mais uma demanda dos produtores locais, potencializando a comercialização do grão, que já é tradicionalmente cultivado na região entre uma safra de milho e outra”, destaca o diretor-presidente da Copacon.

O investimento inclui ainda a criação de uma área de desenvolvimento de tecnologias orgânicas, para tornar a cooperativa e o assentamento uma referência em inovação para a agricultura familiar. “O Complexo representa um marco estratégico para o desenvolvimento rural sustentável, articulando geração de renda, cooperativismo, preservação ambiental e Reforma Agrária Popular”, comemora Herdt.

Ao todo, a Copacon produz cerca de 2 mil toneladas de alimentos anualmente, incluindo feijão, milho e derivados, hortaliças, frutas e proteína animal. A produção é vendida para escolas do Paraná, por meio de programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), atendendo a e 81 mil estudantes, além da população paranaense em geral.

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