Os contratos futuros de grãos operam em baixa nesta terça-feira, na bolsa de Chicago, enquanto as negociações entre Donald Trump e Xi Jinping não avançam.
Os papéis de soja mais negociados, de vencimento em novembro, caem 0,36%, a US$ 10,2775 o bushel.
Afora o cenário macroeconômico, o clima é o principal fator de risco para a safra sul-americana e para a oferta de soja, de acordo com a StoneX. As condições para ocorrência do fenômeno La Niña estão presentes e podem persistir até o início de 2026, dando origem a um clima mais seco no sul do continente, afetando especialmente Argentina, Uruguai, Paraguai e sul do Brasil.
Ana Luiza Lodi, especialista de inteligência de mercado de grãos da StoneX, observou em relatório que as previsões indicam um La Niña de curta duração e intensidade fraca, o que deve mitigar os impactos negativos.
No Brasil, a projeção é de produção de 178,7 milhões de toneladas na safra 2025/26, com aumento da área plantada para 48,3 milhões de hectares e recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul.
“O plantio está mais adiantado que no ano passado, com retorno das chuvas sendo monitorado de perto. Eventuais atrasos iniciais não representam necessariamente prejuízos para a soja, mas podem afetar culturas de segunda safra, como milho e algodão”, afirmou a especialista.
Nos Estados Unidos, a colheita da safra 2025/26 avança com produtividade recorde, mas a produção total foi limitada pela redução da área plantada, redirecionada em parte para o milho. O consumo interno segue firme, sustentando o equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto o esmagamento da soja se mantém aquecido, graças às boas margens e à demanda por farelo e óleo, diz a consultoria.
Nesse contexto, os papéis de milho para dezembro recuam 0,59%, a US$ 4,2075 o bushel. E os de trigo de mesmo vencimento caem 0,65%, a US$ 4,2050 o bushel.

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