As imagens permaneceram 50 anos no Acervo do Estadão, que em sua edição de 1º de fevereiro de 1975 publicou duas delas, feitas em um imóvel da Casa Verde, na zona norte de São Paulo. Já as imagens da gráfica em Campo Grande, no Rio, ficaram décadas no arquivo do jornal. São imagens históricas, pois retratam a ofensiva dos órgãos de segurança do regime que produziu os últimos desaparecidos políticos, todos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), agremiação que pregava a resistência democrática ao governo e negara o caminho das ações armadas.
A ação que levou às gráficas tinha o objetivo de desmantelar a estrutura da imprensa do partido. Tanto no Rio quanto em São Paulo, dispositivos secretos abriam alçapões e paredes que protegiam cômodos secretos onde as máquinas das gráficas e impressos eram escondidos. No dia 31 de janeiro, a polícia convocou a imprensa para mostrar os “aparelhos da subversão”. A imprensa, ainda que clandestina, era considerada uma arma de guerra por quem considerava a política uma continuação da guerra por outros meios e não o contrário, invertendo o famoso aforisma de Clausewitz.
As imagens inéditas das gráficas do PCB fechadas pelos militares há 50 anos

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