Café, cacau e açúcar caem na abertura da bolsa de Nova York

Os principais contratos futuros de commodities negociados na bolsa de Nova York operam em baixa na abertura do mercado desta quarta-feira (29/10), ampliando as perdas registradas no último pregão.

O café arábica para entrega em dezembro recua 1,22%, cotado a US$ 3,8315 por libra-peso. As cotações são influenciadas pelas previsões de chuva nas principais regiões produtoras do Brasil, que podem aliviar a seca observada na semana anterior.

Os preços também refletem especulações sobre uma possível suspensão, pelos Estados Unidos, da tarifa de 50% aplicada ao café brasileiro, segundo o portal Barchart.

Cacau

Os contratos de cacau com entrega em março, os mais negociados na bolsa, recuam 1,19%, para US$ 5.955 por tonelada. O movimento dá continuidade à liquidação observada na segunda-feira (27/10), em meio às expectativas de um excedente global impulsionado pelo clima favorável e pelas boas colheitas na África Ocidental. A empresa de meteorologia Vaisala prevê chuvas esparsas nos próximos dias no sul da Nigéria e em Camarões, segundo o Barchart.

A fabricante de chocolates Mondelez informou que a contagem mais recente de vagens de cacau na África Ocidental está 7% acima da média dos últimos cinco anos e “consideravelmente maior” do que a da safra anterior. A colheita principal da Costa do Marfim, o maior produtor mundial, começou recentemente, com boas expectativas quanto à qualidade dos grãos.

Açúcar e algodão

O açúcar demerara para março registra queda de 0,7%, negociado a 14,27 centavos de dólar por libra-peso.

Na contramão, os contratos de algodão para dezembro avançam 1,23%, cotados a 65,85 centavos de dólar por libra-peso.

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