A Lavoro divulgou resultados preliminares não auditados da safra 2024/25 que mostram uma redução das vendas e da rentabilidade da companhia na última temporada.
O lucro bruto da empresa recuou 33%, para R$ 900 milhões, enquanto a receita líquida teve queda de 34% para R$ 6,2 bilhões.
A diminuição da receita refletiu a falta de produtos em estoques no segmento de varejo de insumos no Brasil em momentos-chave pata atender a safra de grãos, o que levou ao cancelamento de pedidos em quantidade “significativa” ao longo do ano fiscal, segundo a empresa.
A redução das vendas afetou o lucro, mas o resultado foi compensado parcialmente pela estratégia de mudança de mix de vendas, que aumentou as margens de comercialização. A Lavoro também disse que aumentaram suas margens no negócio de varejo na América Latina, mas que foi parcialmente ofuscado pela redução das margens especificamente no Brasil e no negócio de proteção de cultivos.
A Lavoro informou que, desde o anúncio de apresentação de seu plano de recuperação extrajudicial, outros fornecedores que não estavam na negociação inicialmente aderiram ao plano. Entre os credores da Lavoro que são seus fornecedores e aderiram ao plano estão Adama Brasil, UPL Brasil, FMC Agrícola, BASF, Ourofino e EuroChem.
Até agora, credores que representam 64% dos créditos da Lavoro já aderiram ao plano, ante 52% em 9 de setembro, quando o plano foi divulgado.
A companhia inclusive já realizou o pagamento da primeira tranche de suas dívidas com credores em setembro.
Os resultados refletem, no entanto, o período anterior ao pedido de recuperação extrajudicial, uma vez que este foi realizado em 18 de junho.
No documento submetido à SEC (o equivalente à CVM americana), a companhia informou um total de ativos de R$ 633 milhões, uma queda de 57% em relação os R$ 1,4 bilhão registrados no ano anterior.
O passivo circulante total, por sua vez, é de R$ 918 milhões, mais que o dobro do registrado na comparação interanual.

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