A Corteva, indústria americana de sementes, defensivos e biológicos, fechou o terceiro trimestre do ano com prejuízo líquido de US$ 318 milhões, reduzindo as perdas de US$ 521 milhões reportados no mesmo período de 2024.
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Nesse mesmo intervalo, a receita com as vendas alcançou US$ 2,61 bilhões, versus US$ 2,32 bilhões obtidos entre julho e setembro de 2024. A empresa ressaltou que o volume de vendas de produtos cresceu 12% no terceiro trimestre, impulsionado pelo crescimento registrado tanto na categoria em proteção de cultivos quanto em sementes.
As vendas líquidas do segmento proteção de cultivos aumentaram 3%, com faturamento de US$ 1,70 bilhão. O volume aumentou 7%, impulsionado pela demanda por novos produtos e biológicos. Já o preço caiu 2%, principalmente devido à dinâmica do mercado na América Latina.
No setor de sementes, as vendas líquidas da Corteva cresceram 33% no terceiro trimestre em receitas, com o montante de US$ 917 milhões. O preço avançou 3% e o volume teve incremento de 4%, refletindo principalmente o aumento da área plantada de milho na América do Norte e as entregas antecipadas da safrinha na América Latina.
“Em proteção de cultivos, a demanda por tecnologia diferenciada e os ganhos de produtividade sustentam a expansão da margem, enquanto a área de sementes continua a se beneficiar de sua força em genética avançada, crescimento no licenciamento e disciplina contínua de custos”, disse, no comunicado, Chuck Magro, CEO da Corteva.
Estrutura organizacional
Sobre a estratégia de dividir a Corteva em duas empresas de capital aberto independentes, anunciada no início de outubro, Magro reforçou que a expectativa é de conclusão da nova estrutura organizacional no segundo semestre de 2026. Para o CEO, a criação da Nova Corteva e a SpinCo “fortalece a posição das empresas como líderes de mercado com foco mais preciso, estratégias de alocação de capital personalizadas e maior flexibilidade”.
Sobre as projeções de desempenho financeiro para 2025, a Corteva disse esperar vendas líquidas entre US$ 17,7 bilhões e US$ 17,9 bilhões, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. O Ebitda operacional deve ficar entre US$ 3,8 bilhões a US$ 3,9 bilhões, com elevação de 14%.
“A perspectiva global para a agricultura permanece mista, com forte demanda e produção, mas preços de commodities pressionados e margens de lucro reduzidas. Continuamos a esperar um ano de grande produção agrícola, mas acompanhando a demanda recorde, resultando em níveis de estoque global de milho em níveis mínimos da década”, destacou a Corteva.

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