O BNDES aprovou um financiamento de R$ 22,5 milhões para o desenvolvimento de uma plantadeira semiautônoma pela J. Assy, empresa com sede industrial no interior de Goiás. O projeto está em curso desde 2022. Com a aplicação dos recursos, a previsão é que um protótipo funcional do maquinário fique pronto até o segundo semestre de 2026.
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A plantadeira terá múltiplas funções e características inéditas, segundo a fabricante. A expectativa é que os testes em condições reais de operação junto a parceiros do setor agrícola possam ocorrer em 2028 e, depois disso, seja iniciada a produção industrial, com potencial de exportação.
Com o financiamento, realizado com recursos do programa BNDES Mais Inovação, a J. Assy vai desenvolver a fase de testes conhecida como TRL 5, para validar conceitos e assegurar a viabilidade técnica das soluções propostas na plantadeira.
A versão final da plantadeira será capaz de realizar o plantio de sementes de forma autônoma, sem a necessidade constante de um operador humano, seguindo rotas pré-definidas. A operação poderá ser monitorada de forma remota, em tempo real, e terá baixo consumo de combustíveis e alta precisão na colocação horizontal e vertical das sementes, diz a J. Assy.
A plantadeira funcionará por meio de um sistema híbrido diesel-elétrico e contará com diversas tecnologias de monitoramento desenvolvidas pela empresa, ainda inéditas no mercado.
“Esse projeto tem grande potencial para a melhorar a produtividade do campo, já que o mercado de implementos agrícolas deve registrar uma movimentação relevante nos próximos anos, impulsionada pela crescente demanda por produtos automatizados e multifuncionais”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.
O executivo diz que, pelas características, a plantadeira poderá ser exportada para países com escassez de mão-de-obra no campo.
“Essa é uma família de máquinas autônomas que vai atender a agricultores do mundo todo, em alinhamento com a visão da empresa de estar em nove pontos do globo e ser líder em tecnologia nos mercados onde atua”, disse o CEO, José Assy. A empresa investiu quase R$ 100 milhões nos últimos três anos em pesquisa e desenvolvimento com recursos próprios.
Diferencial
Uma das vantagens da plantadeira semiautônoma em relação às máquinas convencionais será a capacidade de ajustar os parâmetros conforme as condições do terreno devido ao uso de sensores, atuadores, câmeras e inteligência artificial para navegação autônoma.
O equipamento contará ainda com um sistema que permitirá fácil acoplagem e desacoplagem de diferentes implementos agrícolas, para uso em diferentes culturas e para atender necessidades específicas do agricultor.
A J. Assy tem uma unidade fabril em Caldas Novas (GO) e centros de pesquisa e desenvolvimento em São Paulo e Curitiba. A empresa também está presente na Argentina, Estados Unidos e Canadá.

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