O banco Citi manteve sua recomendação neutra para as ações da Minerva após a divulgação dos resultados da companhia no terceiro trimestre de 2025, destacando a forte geração de caixa e a redução da alavancagem como principais pontos positivos do período.
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A receita da Minerva somou R$ 15,5 bilhões, aumento de 12% em relação ao trimestre anterior e 9% acima das estimativas do banco, impulsionada por elevação de 6% nos preços e crescimento de 10% nos volumes. O lucro líquido ficou em torno de R$ 120 milhões, limitado por perdas cambiais de cerca de R$ 442 milhões com operações de hedge.
A margem bruta foi de 16,5%, queda de 1,1 ponto percentual frente ao trimestre anterior, reflexo do aumento nos custos do gado fora do Brasil. A diluição de despesas gerais e administrativas, que recuaram para 9,3% das vendas, compensou parcialmente essa pressão. O Ebitda cresceu 7% no período.
O banco destacou a execução do capital de giro como o principal fator positivo, com liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões em caixa, redução de estoques de R$ 1,6 bilhão e aumento de R$ 621 milhões em contas de fornecedores. A alavancagem caiu para 2,5 vezes, ante 3,6 vezes no trimestre anterior, aproximando a companhia do gatilho de dividendos.
O Citi ressaltou ainda que o foco da Minerva agora se volta à captura de sinergias após a conclusão da integração dos ativos sul-americanos adquiridos. O banco vê melhora na execução operacional e na trajetória de desalavancagem, mas mantém a recomendação neutra devido à necessidade de monitorar a sustentabilidade do fluxo de caixa, os custos de gado fora do Brasil e a volatilidade cambial.

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