Chegou ao fim a sequência de valorização para a soja na bolsa de Chicago. Após uma jornada de sete pregões consecutivos em alta, os contratos para janeiro recuaram 2,36%, a US$ 11,0750 o bushel.
Ênio Fernandes, analista da Terra Agronegócios, comenta que já era esperado a movimentação de queda para a oleaginosa.
“Os contratos para maio tentaram romper a barreira dos US$ 11,50 e não conseguiram. Depois de muitas altas seguidas, em algum momento era de se imaginar que os fundos iriam colocar ‘dinheiro no bolso’, por isso temos essa movimentação técnica hoje”, diz.
Após a China anunciar a suspensão das sobretaxas de importação de produtos agrícolas dos EUA, o mercado está na expectativa para saber se finalmente as vendas de soja americana ao gigante asiático irão deslanchar. Para Fernandes, as compras chinesas de soja dos EUA são uma questão de tempo.
“No final do dia a China precisa dessa soja americana. Estima-se que a demanda deles [chineses] esteja entre 15 milhões a 21 milhões de toneladas até fevereiro. Mas com o governo dos EUA em shutdown, o mercado carece de informações para acompanhar as vendas semanais de grãos do país”.
A realização de lucros também direcionou a queda dos cereais em Chicago, com destaque para o trigo. Os contratos para dezembro caíram 3,47%, a US$ 5,3550 o bushel. Em relação ao milho, os contratos com o mesmo vencimento recuaram 1,49%, a US$ 4,2875 o bushel.

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