A Nestlé participa da COP30, em Belém, que acontecerá até dia 21, com uma agenda voltada à transição para sistemas alimentares regenerativos. Na conferência, a multinacional está presente na blue zone, local em que ocorrem as negociações oficiais; na green zone, espaço aberto à sociedade civil e instituições públicas e privadas; e na agri zone, área dedicada ao setor do agronegócio, liderada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Na blue zone, a companhia participa de um painel sobre agricultura regenerativa e de debates com entidades como o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a Câmara de Comércio Internacional (ICC) e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD).
“A Nestlé sempre participou das COPs, mas no Brasil há uma razão maior. É um mercado produtor muito importante para nossas três principais cadeias: leite, café e cacau”, disse Marcelo Melchior, presidente da Nestlé Brasil. “A COP pode acelerar muito os nossos planos, especialmente se conseguirmos engajar outras empresas, institutos e governos”, acrescentou.
De acordo com a empresa, um dos projetos vai medir as emissões de vacas em lactação submetidas a diferentes dietas; o outro busca aprimorar sistemas agroflorestais para o cultivo de cacau. A parceria também inclui investimentos em pesquisa genética, sistemas agroflorestais e outras práticas regenerativas.
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Neste ano, a Nestlé vem ampliando seus projetos e reforçando a estratégia de sustentabilidade. Em maio, a companhia anunciou ter superado a meta de adquirir 30% de suas matérias-primas de fornecedores com práticas regenerativas até 2025, atingindo 41%. De acordo com levantamento da empresa, cerca de 70% de suas emissões de carbono têm origem na agricultura.
Em julho, a multinacional anunciou uma parceria com a re.green, empresa brasileira de restauração ecológica, e a Barry Callebaut, processadora de cacau, para restaurar cerca de 8 mil hectares nos estados da Bahia e do Pará, com o plantio de 11 milhões de árvores e a criação de sistemas agroflorestais para cacau e café.
Já em outubro, em conjunto com o Banco do Brasil, lançou uma linha de crédito rural de R$ 100 milhões para apoiar fazendas de leite participantes do programa Nature por Ninho na transição para modelos de baixa emissão de carbono.
“O desafio maior ainda é o convencimento de que vale a pena, não somente do ponto de vista ambiental, mas também econômico. Você investe, mas pode ter muitos benefícios”, afirmou Melchior.
Com presença em mais de 180 países, a Nestlé tem como objetivo reduzir pela metade suas emissões até 2030 e alcançar emissões líquidas zero em 2050. Segundo o executivo, a COP30 representa um espaço de diálogo essencial para acelerar a agenda.
“É um lugar que reúne todas as pessoas de todos os lugares e temas como sustentabilidade, finanças e governos. Um ambiente para acelerar o que queremos construir.”

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