Os contratos futuros de soja e milho iniciaram a quinta-feira (13/11) em leve alta na Bolsa de Chicago. A soja para janeiro registra valorização de 0,62%, cotada a US$ 11,4075 por bushel, enquanto o milho para dezembro sobe 0,17%, a US$ 4,3600 por bushel.
Os preços encontram suporte na possibilidade de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reduza sua estimativa para a safra americana em seu relatório mensal, previsto para sexta-feira (14/11).
O relatório do USDA será divulgado após o fim da paralisação (“shutdown”) parcial do governo americano, que havia atrasado a publicação de dados oficiais. Ele trará as primeiras estimativas oficiais para soja e milho desde meados de setembro, antes da conclusão da colheita, oferecendo dados mais precisos sobre oferta e demanda global. Até então, traders vinham se apoiando em informações dispersas e indicadores parciais para ajustar suas posições.
Além disso, o movimento reflete a atenção do mercado às expectativas sobre a demanda chinesa, que poderiam tornar viável a projeção de vendas de cerca de 12 milhões de toneladas de soja para o restante de 2025.
O trigo, por sua vez, opera em baixa de 0,23% para os contratos de dezembro, negociados a US$ 5,3475 por bushel. A queda ocorre em meio a realização de lucros após altas observadas ao longo da semana. A pressão de baixa é reforçada pela abundante oferta global e pelo avanço da colheita no hemisfério Sul, segundo a consultoria Granar, embora a fraqueza do dólar frente ao euro ofereça algum suporte aos preços.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou a projeção da safra de trigo para 24,5 milhões de toneladas. Caso confirmada, será a maior produção histórica do país.

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