Fim de semana tem alerta vermelho para chuvas intensas; veja onde

Uma forte instabilidade atmosférica deve avançar sobre parte do Sul e do Centro-Oeste do país entre domingo, 16, e a madrugada de segunda-feira, 17 de novembro, trazendo condições severas de tempestades. Segundo avisos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o episódio inclui diferentes níveis de alerta e pode afetar centenas de municípios, especialmente nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O alerta mais grave, classificado como vermelho, vigora das 9h de domingo até às 3h de segunda-feira. A previsão indica chuva que pode superar 100 milímetros em apenas 24 horas, rajadas de vento acima de 100 km/h e queda de granizo.

O cenário amplia significativamente o risco de danos estruturais, interrupções no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. As áreas mais atingidas devem incluir regiões como a Serrana e o Oeste Catarinense, o Sudoeste e o Noroeste Rio-grandense, o Centro Ocidental Paranaense, além de partes do Mato Grosso do Sul como o Sudoeste e os Pantanais Sul-Mato-Grossenses.

Centro-Sul do Brasil tem alertas para chuvas intensas no fim de semana — Foto: Inmet
Centro-Sul do Brasil tem alertas para chuvas intensas no fim de semana — Foto: Inmet

Outro aviso, um alerta laranja, entra em vigor mais cedo, a partir da 1h do dia 16 e se estende até as 8h do dia 17. Nessa faixa, as tempestades podem trazer acumulados entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm/dia, com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. O risco de queda de árvores, danos em lavouras e interrupção no fornecimento de energia também é considerado elevado.

Além dos estados do Sul e do Mato Grosso do Sul, esse alerta abrange áreas do interior paulista, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba e Campinas, além da Região Metropolitana de São Paulo e municípios do litoral sul.

Há ainda um terceiro alerta, na cor amarela, válido entre os dias 14 e 15 de novembro, indicando a continuidade das condições de instabilidade. Nesse período, as chuvas podem chegar a 50 mm por dia, com ventos de 40 a 60 km/h. Embora o risco seja menor, ainda há possibilidade de alagamentos, interrupções pontuais de energia e queda de galhos de árvores.

Esse alerta se estende por um vasto território, que inclui Estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Amazonas, Roraima, Rio de Janeiro e diversas regiões de São Paulo e do Paraná.

Chuvas permanecem até o fim de novembro

O mês de novembro apresenta um volume de chuva acima da média em diversas regiões do país, resultado da atuação do fenômeno La Niña no oceano Pacífico. Segundo meteorologistas, esse padrão deve persistir nas próximas semanas, mantendo a instabilidade atmosférica elevada.

Novembro termina com chuvas em todo o país

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Informações recentes da MetSul Meteorologia indicam que o Brasil enfrentará um período prolongado de chuva e temporais ao longo dos próximos 10 a 15 dias. Frentes frias devem avançar pelo Sul e Sudeste, aumentando a frequência de precipitações nessas regiões e também no Centro-Oeste. Nesta área, os acumulados previstos variam entre 50 e 100 milímetros, chegando a valores superiores no Mato Grosso do Sul. No Sudeste, todos os estados devem registrar volumes expressivos, com possibilidade de ultrapassar 100 milímetros no interior de São Paulo e em Minas Gerais. No Sul, a instabilidade será mais intensa em Santa Catarina e Paraná, onde a chuva pode exceder os 100 milímetros em pontos isolados.

A Região Norte entra na fase de transição para o chamado inverno amazônico, período marcado por chuvas mais volumosas e frequentes. Amazonas, Acre e parte de Roraima devem registrar precipitações significativas, enquanto o sul do Pará terá chuva mais irregular. No Nordeste, a expectativa é de volumes baixos e maior irregularidade, com exceção da Bahia e do sul do Maranhão e do Piauí, áreas onde são previstas precipitações mais intensas.

Após a passagem recente de um ciclone extratropical que causou chuva intensa e tempestades severas no Sul, circularam informações sobre a possibilidade de novos sistemas atingirem o Brasil. No entanto, a MetSul Meteorologia afirma que não há indicativos de ciclones extratropicais com impacto direto no país no curto prazo. A instituição destaca que esses sistemas se formam frequentemente no Atlântico Sul, mas a maioria permanece distante da costa brasileira, sem influência significativa no clima nacional. Mesmo quando associados a frentes frias que chegam ao continente, os ciclones costumam estar posicionados a milhares de quilômetros da costa.

Diante do cenário previsto, as próximas semanas devem ser marcadas pela continuidade da instabilidade e de volumes elevados de chuva, sem a configuração de múltiplos ciclones consecutivos afetando o país. A recomendação é que estados e municípios mantenham o monitoramento das condições climáticas e dos alertas oficiais, considerando o risco de alagamentos, deslizamentos e outros impactos decorrentes do solo encharcado e da chuva persistente.

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