As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, o maior valor já registrado para o mês na série histórica, com crescimento de 8,5% em relação a outubro de 2024. Os dados foram divulgados hoje (14) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
De acordo com a Pasta, o avanço das exportações ocorreu diante da elevação do volume exportado pelo Brasil, pois o índice de quantum das exportações subiu 10,1%. No entanto, houve decréscimo de 1,4% nos preços médios dos produtos exportados.
Em outubro de 2025, os seis setores que mais se destacaram em termos de valor exportado foram: complexo soja (US$ 3,7 bilhões ou 23,9% do valor exportado); carnes (US$ 3,15 bilhões ou 20,3%); complexo sucroalcooleiro (US$ 1,73 bilhão ou 11,2%); café (US$ 1,63 bilhão ou 10,5%); e produtos florestais (US$ 1,37 bilhão ou 8,9%) e cereais, farinhas e preparações (US$ 1,46 bilhão ou 9,4%).
Esses seis segmentos foram responsáveis por 84,14% das exportações do agronegócio no mês de outubro de 2025.
Carro-chefe do agro brasileiro, as exportações de soja bateram recorde de volume no mês passado, chegando a 6,7 milhões de toneladas (+42,8%). De acordo com o ministério, a China absorveu grande parte das importações, com a compra de 6,2 milhões de toneladas no mês, um volume +75,1% superior aos 3,5 milhões importados em outubro de 2025.
Em valor, as exportações de soja em grão para a China foram de US$ 2,65 bilhões (+74,9%) ou 92% do volume exportado pelo Brasil em outubro.
O recorde também foi registrado nas exportações de carne bovina in natura, com números inéditos nas cifras US$ 1,78 bilhão (+40,9%) e também no volume 320,6 mil de toneladas (+18,6%).
A China continua sendo o principal mercado consumidor da carne bovina in natura brasileira, com a aquisição de US$ 1,04 bilhão, ou o equivalente a 58,5% do valor total exportado pelo Brasil. Em volume, foram embarcadas para a China 187,3 mil toneladas (+19%).
Ainda com a ausência do seu principal comprador, os Estados Unidos, as vendas de café verde renderam faturamento recorde para o Brasil em outubro, de US$ 1,52 bilhão (+16%). O recorde ocorreu mesmo diante de uma redução de 16,5% no volume exportado.
A despeito do tarifaço de 50% sobre o café brasileiro, os EUA foram o segundo maior comprador do grão nacional em outubro, com US$ 139,65 milhões em importações, o que representa queda de 23,8% em relação ao ano passado. A União Europeia liderou as compras de café do Brasil, com US$ 739,47 milhões, queda de 1,1%, enquanto no terceiro lugar vem o Japão, com US$ 115,74 milhões, ou alta de 81,5%.
Acumulado
Entre janeiro e outubro de 2025 as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 141,97 bilhões, alta de 1,4% em relação aos US$ 140,03 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Esse resultado se deu em função do aumento no índice de quantum (+2,3%), uma vez que o índice de preços caiu 0,9%.
As importações do agronegócio, por sua vez, somaram US$ 17,03 bilhões, ou 4,9% acima do que foi registrado nos dez primeiros meses de 2024.

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