A liquidez dos negócios envolvendo milho no Brasil está baixa, sobretudo porque grande parte dos vendedores está afastada do mercado de balcão, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Do lado da demanda, muitos consumidores têm interesse em novas aquisições, mas os fechamentos envolvem apenas pequenos volumes.
Na sexta-feira (14/11), o indicador do Cepea, baseado na região de Campinas (SP), registrou a cotação de R$ 67,52 a saca de 60 quilos, uma alta de 2,07% no acumulado de novembro.
Segundo o Cepea, por um lado, a recuperação no valor externo na semana passada e a intensificação das exportações brasileiras são fatores de sustentação aos preços internos. Por outro, a recente desvalorização do dólar, o bom desenvolvimento das lavouras de milho da primeira safra e o amplo excedente interno podem resultar em quedas.
“Esse contexto evidencia que o mercado ainda deve buscar ajustes nos próximos meses”, afirma o Centro de Estudos.
No campo, de maneira geral, o clima segue favorecendo a semeadura e o desenvolvimento das lavouras da safra de verão. Contudo, em algumas regiões do País, como no Paraná e no Rio Grande do Sul, os volumes de chuvas, a intensidade dos ventos e registros de granizo deixam produtores em alerta. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 8 de novembro, 47,7% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil.

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