Verba usada para renegociar dívidas rurais não vai gerar falta de crédito

Os recursos que poderão agora ser utilizados pelos bancos para acertar as renegociações de dívidas com produtores rurais deverão ser direcionados a quem está “enrolado”, e não vai gerar falta de crédito nesta temporada, defendeu José Carlos Vaz, consultor jurídico do agronegócio.

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“A demanda por crédito é proporcional à área. Esse dinheiro iria sobrar”, afirmou Vaz à reportagem. A visão é compartilhada por técnicos dos ministérios da Fazenda e da Agricultura.

Segundo Vaz, a medida reduz o custo de captação dos bancos para fazer as renegociações e os desobriga de “aumentarem a exposição ao setor mais que o necessário para rolar as dívidas e atender as demandas novas dos clientes em situação de normalidade”. Para ele, o movimento abre espaço para uma eventual redução das taxas contratadas, que pode ou não ser adotada pelos bancos.

A expectativa do Ministério da Fazenda é que as renegociações na linha com recursos livres alcancem cerca de R$ 40 bilhões.

“A nova safra terá ênfase em custeio e investimento a produtores em situação de normalidade. A exigibilidade que sobrar terá que ir para produtores que renegociaram. Não é racional um banco ter operação com produtor rural, sem equalização, consumindo seu capital, e sobra de recursos na exigibilidade”, afirmou Vaz.

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