Soja recuou em Chicago mesmo com novos anúncios de compra da China

Enquanto o mercado da soja não tem certeza de compras agressivas por parte da China, os preços não têm capacidade para reagir na bolsa de Chicago. Na sessão desta sexta-feira (5/12), os papéis com entrega para janeiro caíram 1,27%, a US$ 11,0525 o bushel.

Os preços caíram mesmo diante de um novo anúncio de vendas de soja americana à China. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou hoje a negociação de 462 mil toneladas com o país asiático.

Esse dado não foi suficiente para movimentar as cotações. Para a T&F Consultoria Agroeconômica, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, decepcionou o mercado ao afirmar, ontem, que a compra de 12 milhões de toneladas de soja americana será concluída até o final de fevereiro de 2026.

“O entusiasmo em torno da China arrefeceu um pouco, o que provocou uma retomada das vendas por parte dos fundos em todas as commodities”, destaca a T&F, em boletim.

A consultoria ressaltou, ainda, que o Brasil também segue fornecendo soja aos chineses, uma vez que segue como a origem mais competitiva. A T&F disse que a China adquiriu 240 mil toneladas do grão brasileiro, com entrega programada para janeiro, fevereiro e junho.

O trigo voltou a cair na bolsa de Chicago após a queda na sessão anterior. Os contratos com entrega para março fecharam em queda de 0,83%, a US$ 5,3575 o bushel.

Novamente fatores de oferta voltaram a pressionar as cotações. Hoje, a consultoria SovEcon projetou a safra de trigo na Ucrânia em 24,6 milhões de toneladas em 2026/24, alta de 7% se comparado com as previsões para a atual temporada.

O preço do milho segue com poucas oscilações na bolsa de Chicago. Os contratos para março fecharam em queda de 0,56%, a US$ 4,4475 o bushel.

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