O amendoim brasileiro foi beneficiado com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira do Amendoim (AbexBR), Pablo David Rivera.
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“A China compra muito amendoim em casca dos Estados Unidos, aproximadamente 300 mil toneladas por ano, mas neste ano foi buscar esse amendoim em outros mercados. Somados os últimos três anos, o Brasil embarcou para a China cerca de 5.000 toneladas. Só este ano a exportação já passou de 50 mil toneladas”, disse o executivo à Globo Rural durante o evento em Ribeirão Preto em que a AbexBR apresentou um mapeamento inédito da cadeia do amendoim.
Rivera diz que o recorde de 1,3 milhão de toneladas produzidas na safra 20245/25 se deve ao aumento progressivo de produtividade nos últimos oito anos, que ultrapassou o de grandes players como China e Argentina, mas também ao crescimento de cerca de 10% na área, que passou para 340 mil hectares.
“Infelizmente houve uma quebra de safra devido à falta de chuvas em janeiro e fevereiro. A estimativa era chegar a 1,5 milhão de toneladas. Para a safra que já está cerca de 90% plantada devemos ter redução de área porque vinha muito rentável nos últimos anos e atraiu muita gente. Neste ano, houve queda de preços. Acreditamos que vamos repetir o volume da última safra, mas com mais qualidade.”
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Um exemplo da queda nos preços internacionais, segundo Pablo, são os embarques para a Europa. O amendoim blancheado (sem pele) estava sendo vendido a US$ 1.600 a tonelada, mas caiu para US$ 1.300.
Em volume, o executivo destaca o crescimento dos embarques de óleo de amendoim, que somaram cerca de 60 mil toneladas no ano passado, mas neste ano, até outubro, já atingiram 120 mil toneladas.
Além de vice-presidente da AbexBR, o argentino Rivera é presidente da Beatrice Peanuts, uma das cinco maiores exportadoras de amendoim da América Latina, com matriz em Tupã (SP).

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