Uma empresa de Guarulhos (SP) conseguiu transformar um problema ambiental em uma oportunidade de negócios ao fabricar malas, mochilas e bolsas sustentáveis utilizando plástico reciclado.
A marca chegou a faturar cerca de R$ 250 mil por mês durante a pandemia, conquistou uma parceria com o Time Brasil e passou a mirar mercados internacionais.
A iniciativa mostra como inovação, sustentabilidade e personalização podem criar produtos de alto valor agregado.
Como uma oficina de conserto virou uma fabricante de malas sustentáveis?
Antes de produzir sua própria linha de bagagens, a empresa atuava há mais de uma década no conserto de malas utilizadas por passageiros de companhias aéreas.
Com a queda das viagens durante a pandemia, os sócios aceleraram um projeto que já estava em desenvolvimento.
A aposta em chapas produzidas com plástico PET reciclado deu origem a uma nova linha de produtos sustentáveis, abrindo espaço para um modelo de negócio completamente diferente.
Confira no vídeo abaixo do canal do Youtube “Mídia” todo o processo de fabricação das malas sustentáveis.
Quantas garrafas PET são reaproveitadas em cada um das malas sustentáveis?
Cada mala de bordo utiliza o equivalente a 32 garrafas PET de dois litros, enquanto mochilas e bolsas também incorporam dezenas de embalagens recicladas em sua fabricação.
Esse reaproveitamento gera benefícios importantes, como:
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Embora componentes como rodinhas, zíperes e puxadores sejam produzidos com outros materiais, boa parte da estrutura recebe plástico pós-consumo.
O crescimento ganhou força quando a empresa passou a integrar a linha oficial de produtos licenciados do Time Brasil, lançada durante o ciclo olímpico de Tóquio.
A parceria aumentou a visibilidade da marca e fortaleceu sua imagem no mercado, associando as malas sustentáveis aos valores de inovação, esporte e responsabilidade ambiental.

Empresas descobriram um novo uso para essas malas
Além das vendas para consumidores, as malas passaram a ser utilizadas como ferramenta de marketing corporativo. Grandes empresas passaram a encomendar modelos personalizados para eventos, ações promocionais e brindes.
Essa estratégia ampliou o mercado da fabricante, que deixou de disputar apenas espaço nas lojas de bagagens e passou a atender o segmento corporativo, onde produtos personalizados oferecem maior valor agregado.
O mercado internacional virou o próximo objetivo
Após consolidar sua presença no Brasil, a empresa passou a mirar exportações para a Europa e os Estados Unidos, onde a procura por produtos sustentáveis é cada vez maior.
O desafio agora envolve ampliar a produção, atender padrões internacionais de qualidade e comprovar a origem reciclada dos materiais, fatores considerados essenciais para competir nos mercados externos.

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