O Código de Trânsito Brasileiro e telefone celular formam uma combinação que muitos motoristas ainda subestimam nas paradas rápidas do trânsito urbano. Em 2026, olhar WhatsApp no semáforo, responder mensagem no congestionamento ou segurar o aparelho ao volante pode enquadrar a conduta no art. 252, com risco de infração gravíssima, multa e pontos na CNH.
O que o art. 252 diz sobre telefone celular no trânsito?
O art. 252 do Código de Trânsito Brasileiro trata de várias condutas ligadas à forma de dirigir. Uma delas é conduzir o veículo com apenas uma das mãos, exceto em situações permitidas, como fazer sinais regulamentares, mudar marcha ou acionar equipamentos do carro.
O ponto que pesa para quem usa telefone celular está no enquadramento mais severo. Quando o condutor está segurando ou manuseando o aparelho, a situação pode ser considerada infração gravíssima. Isso vale especialmente para quem digita, lê mensagens, rola a tela ou abre aplicativos enquanto permanece na direção.
Usar WhatsApp parado no semáforo também pode dar multa?
O semáforo fechado não transforma o carro em ambiente livre para mexer no telefone celular. O motorista continua no fluxo de trânsito, com o veículo sob sua responsabilidade e cercado por pedestres, motos, ônibus, bicicletas e outros carros. A distração pode atrasar a saída, provocar buzinas, arrancadas bruscas e pequenas colisões.
Nas cidades brasileiras, o uso do celular em paradas curtas virou hábito comum. O problema é que a mensagem parece rápida, mas tira os olhos da via e uma das mãos do volante. Para entregadores, motoristas de aplicativo e pessoas que dependem de rotas digitais, a recomendação é configurar tudo antes de sair ou parar em local seguro quando precisar responder.
A direção com apenas uma das mãos aparece no art. 252 porque o controle do veículo depende de reação rápida. Ao segurar o telefone celular, o motorista reduz a firmeza no volante e perde tempo para corrigir uma situação inesperada, como uma moto passando no corredor ou um pedestre atravessando entre carros.
Algumas situações comuns podem chamar atenção da fiscalização:
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01
Segurar o celular com o carro parado no semáforo pode causar problema
A parada no sinal não transforma o veículo em ambiente seguro para manusear o aparelho, pois o motorista continua em situação de condução.
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02
Digitar mensagem durante congestionamento aumenta a distração
Mesmo com o trânsito lento, responder aplicativos de conversa tira os olhos da via e reduz a atenção ao movimento ao redor.
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Olhar notificação com o aparelho na mão também representa risco
Uma olhada rápida pode ser suficiente para atrasar a reação diante de pedestres, motos, frenagens ou mudança do sinal.
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Rolar a tela de mapa, rede social ou aplicativo de entrega desvia o foco
Mexer em menus, rotas ou notificações exige atenção visual e manual, comprometendo o controle seguro do veículo.
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05
Atender chamada segurando o aparelho junto ao rosto é conduta perigosa
Além de ocupar uma das mãos, essa atitude limita movimentos, reduz a atenção e pode dificultar manobras rápidas.
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Manusear o celular com o veículo andando lentamente continua sendo arriscado
Velocidade baixa não elimina o risco, pois colisões, atropelamentos e distrações podem acontecer mesmo em deslocamentos curtos.
Como agentes de trânsito e fiscalização eletrônica podem identificar a conduta?
Agentes de trânsito podem autuar quando observam o motorista segurando ou manuseando o telefone celular. A abordagem nem sempre é necessária para que a infração seja registrada, pois a constatação pode ocorrer durante a fiscalização no fluxo urbano, em cruzamentos, avenidas movimentadas e pontos de retenção.
A fiscalização eletrônica também entra no debate porque algumas cidades usam câmeras e sistemas de monitoramento para flagrar condutas irregulares. Mesmo quando a autuação depende da análise da autoridade de trânsito, imagens podem ajudar a identificar comportamento incompatível com a direção segura. O ponto central é simples: celular na mão deixa rastros visuais claros.
Quais motoristas correm mais risco de cometer essa infração?
Motoristas urbanos são os mais expostos porque enfrentam semáforos, filas, lentidão e notificações constantes. O risco aumenta quando a pessoa trata cada parada como oportunidade para responder mensagens. O trânsito anda em ciclos curtos, e poucos segundos de distração já bastam para perder a atenção na via.
Entregadores e motoristas de aplicativo também precisam de cuidado redobrado. O trabalho depende de chamadas, mapas e comunicação com clientes, mas isso não autoriza manusear o aparelho com o veículo em circulação. Para reduzir o risco, algumas práticas ajudam:
- programar a rota antes de iniciar a corrida ou entrega;
- usar suporte fixo adequado, sem segurar o telefone celular;
- ativar comandos de voz quando forem seguros e permitidos;
- parar em local permitido antes de responder mensagens;
- evitar ler conversas enquanto aguarda o semáforo abrir;
- desativar notificações desnecessárias durante o deslocamento.

A forma mais segura de evitar multa é manter o telefone celular fora das mãos enquanto estiver na direção. O motorista pode usar suporte, configurar o trajeto antes de sair e deixar respostas para um momento em que o veículo esteja estacionado em local permitido. No trânsito urbano, essa decisão reduz distrações justamente nos pontos onde mais surgem pedestres, motos e mudanças rápidas de fluxo.
O Art. 252 não mira apenas o aparelho, mas a perda de controle e atenção que ele provoca. Em semáforos, congestionamentos e deslocamentos curtos, a combinação de tela acesa, uma mão ocupada e olhar fora da via cria um risco real. Para quem dirige todos os dias, trocar o impulso de responder na hora por uma parada segura é uma medida simples para proteger a CNH, o veículo e quem circula ao redor.

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