Donos de carros com pneus irregulares serão impedidos de pegar estrada nas férias pelas exigências de segurança

O Código de Trânsito Brasileiro trata pneus carecas como risco direto à segurança, especialmente em viagens de férias por rodovias brasileiras com chuva, serra e longos deslocamentos. Em 2026, donos de carros usados, famílias que viajam de carro e motoristas que adiam manutenção precisam olhar com atenção para pneus TWI, banda de rodagem, estepe e fiscalização rodoviária antes de pegar a estrada.

Por que pneus carecas preocupam tanto nas férias?

As férias aumentam o número de carros carregados, viagens longas e trechos feitos em pista molhada. Um pneu gasto perde capacidade de escoar água, reduz a aderência e exige mais espaço para frear. Em serra, curvas fechadas e descidas longas, esse desgaste pode transformar uma viagem comum em situação de risco.

O problema costuma aparecer em carros mais antigos, principalmente quando o dono troca apenas dois pneus, roda com calibragem errada ou deixa o alinhamento para depois. A economia de curto prazo pesa pouco perto do risco de aquaplanagem, estouro do pneu ou retenção do veículo durante uma abordagem.

O Art. 230, inciso XVIII, enquadra a condução de veículo em mau estado de conservação quando isso compromete a segurança. Pneus carecas entram nessa lógica porque afetam frenagem, estabilidade e controle do carro. A infração é grave, com multa, pontos na CNH e possibilidade de retenção para regularização.

Antes de viajar, o motorista deve observar sinais que podem chamar atenção em uma fiscalização rodoviária:

  • sulcos muito rasos ou quase apagados na banda de rodagem;
  • pneus TWI nivelados com a borracha externa;
  • rachaduras, bolhas, cortes ou deformações nas laterais;
  • estepe vazio, ressecado ou sem condição de uso;
  • desgaste irregular causado por falta de alinhamento ou balanceamento.
Donos de carros com pneus irregulares serão impedidos de pegar estrada nas férias pelas exigências de segurança
Donos de carros com pneus irregulares serão impedidos de pegar estrada nas férias pelas exigências de segurança

Como identificar os pneus TWI antes de pegar a estrada?

Os pneus TWI são indicadores de desgaste moldados dentro dos sulcos. Eles funcionam como pequenas barras de borracha na banda de rodagem. Quando essas barras ficam niveladas com a superfície do pneu, o limite seguro foi atingido e a troca deve ser feita antes da viagem.

A regra prática é observar se ainda existe profundidade suficiente nos sulcos. A referência mínima usada nas orientações de segurança é 1,6 mm. Abaixo disso, o pneu perde eficiência para expulsar água da pista, o que aumenta a chance de aquaplanagem em BRs com chuva forte, poças e asfalto irregular.

Por que o estepe também entra na conta da segurança?

O estepe não deve ser lembrado apenas quando o pneu fura. Ele precisa estar calibrado, em bom estado e compatível com o uso previsto no veículo. Em uma viagem com crianças, bagagem e estrada distante de borracharias, descobrir que o pneu reserva está murcho ou vencido pode atrasar o trajeto e criar risco no acostamento.

Antes de sair, vale conferir alguns pontos simples:

  1. 01

    Calibragem do estepe deve seguir a orientação do manual

    Mesmo sem uso frequente, o pneu reserva perde pressão com o tempo e pode falhar quando for necessário substituir um pneu furado.

  2. 02

    Macaco, chave de roda e triângulo precisam estar no veículo

    Sem esses itens, a troca do pneu pode ficar inviável ou perigosa, especialmente em acostamentos e locais de pouca visibilidade.

  3. 03

    Borracha sem rachaduras profundas indica melhor condição visual

    Trincas, ressecamento e deformações podem comprometer a segurança do estepe, mesmo que ele pareça pouco usado.

  4. 04

    Banda de rodagem preservada também deve ser verificada no pneu reserva

    A profundidade dos sulcos ajuda na aderência e não deve ser ignorada apenas porque o estepe fica guardado no porta-malas.

  5. 05

    Limite de velocidade merece atenção quando o estepe é temporário

    Modelos temporários são feitos para uso emergencial e geralmente exigem velocidade reduzida até a troca pelo pneu definitivo.

Como a fiscalização rodoviária pode agir nesses casos?

A fiscalização rodoviária pode verificar as condições gerais do veículo durante abordagens em estradas, operações de férias e pontos de controle. Quando o pneu apresenta desgaste extremo, bolha, estrutura aparente ou condição que comprometa a segurança, o enquadramento pode ser feito pelo Art. 230, inciso XVIII.

O Código de Trânsito Brasileiro não trata pneu como detalhe estético. A banda de rodagem é parte do contato do carro com o asfalto, e qualquer falha nesse conjunto afeta todos os ocupantes. Em chuva, o risco cresce porque os sulcos rasos não conseguem abrir caminho para a água entre o pneu e a pista.

A revisão deve começar pelos quatro pneus em uso e pelo estepe, mas não termina neles. Calibragem, alinhamento, balanceamento, validade visual da borracha, freios e suspensão trabalham juntos. Um pneu novo pode desgastar rápido se a suspensão estiver comprometida ou se o carro rodar sempre desalinhado.

Para quem dirige carro usado com mais de 8 anos, a checagem precisa ser ainda mais criteriosa. Pneus TWI no limite, banda de rodagem baixa e estepe esquecido no porta-malas não combinam com estrada cheia, pista molhada e deslocamentos longos. A viagem fica mais segura quando a manutenção é feita antes da saída, não depois do primeiro susto na rodovia.



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