Sistema Famato | Dia Nacional da Abelha destaca importância da polinização e avanço da apicultura em MT

Pequenas no tamanho, mas fundamentais para a vida no planeta, as abelhas têm uma função além da produção de mel. Quando visitam flores em busca de alimento, elas promovem um processo essencial para a reprodução de diversas espécies de plantas: a chamada polinização. A atuação das abelhas também está ligada à produção de alimentos e ao equilíbrio ambiental. Neste sábado (3), o Dia Nacional da Abelha chama atenção para a importância dessas ‘pequeninas’ e para a atividade que vem ganhando espaço em Mato Grosso.

Para o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), esse crescimento da apicultura se soma ao trabalho desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Apicultura. Atualmente, são mais de 600 propriedades atendidas por 22 técnicos de campo, com apoio de 22 Sindicatos Rurais.

No estado, a ATeG acompanha produtores de diferentes regiões e oferece assistência tanto para a criação de abelhas com ferrão, da espécie Apis mellifera, quanto para as chamadas abelhas sem ferrão, pertencentes ao grupo Meliponini. Embora tenham diferenças de comportamento e manejo, as duas são importantes para a polinização e podem ser utilizadas na produção de mel e outros produtos da colmeia.

O trabalho da assistência técnica começa de acordo com o estágio em que o produtor se encontra na atividade. Segundo o supervisor da ATeG Apicultura, Túlio Marçal, quem ainda está iniciando na atividade pode participar dos treinamentos oferecidos pelo Senar, enquanto a assistência técnica é direcionada aos produtores com uma estrutura mínima de produção.

“Nós temos duas situações. Tem os produtores que vão começar a atividade, e a gente sugere que eles façam os nossos cursos de produção de caixas de abelha e o curso de apicultura. E tem aqueles produtores que já têm o mínimo de cinco enxames, ou seja, cinco colmeias que já estão produzindo mel. Então esse é o produtor que a gente assiste pela ATeG”, explica Túlio.

A metodologia prevê assistência técnica e gerencial personalizada para grupos de 25 a 30 apiários. Para a ATeG, cada apiário é considerado a partir de um mínimo de cinco colmeias produtivas. Os produtores recebem atendimentos individuais mensais durante 36 meses, com acompanhamento da produção e da gestão da atividade.

De acordo com o Senar MT, entre janeiro e agosto de 2026, os produtores acompanhados pela ATeG comercializaram 36.708 quilos de mel. No mesmo período, a atividade de apicultura assistida pelo programa movimentou R$ 1.459.243,29 em receita.

Atualmente, a ATeG assiste apicultores em Cáceres, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Diamantino, Gaúcha do Norte, Guiratinga, Itanhangá, Itiquira, Jaciara, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Guarita, Paranaíta, Poxoréu, Reserva do Cabaçal, São Félix do Araguaia, São José dos Quatro Marcos, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Terra Nova do Norte.

O aumento da produção de mel em MT

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostram a dimensão da apicultura no estado. Em 2025, Mato Grosso produziu 983.193 quilos de mel, com valor de produção de R$ 38,663 milhões.

Entre os municípios, Canarana liderou o valor da produção de mel, com R$ 2,016 milhões. Na sequência aparecem Tapurah, com R$ 2 milhões; Sorriso, com R$ 1,991 milhão; Rondonópolis, com R$ 1,467 milhão; e Reserva do Cabaçal, com R$ 1,368 milhão.

Além do mel, a criação de abelhas permite ao produtor diversificar a atividade com produtos como própolis, pólen, cera e outros derivados. Nesse processo, a assistência técnica contribui no aumento da produção e também no planejamento e gestão dos apiários.

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