A explicação da Meta para o menor alcance de Lula nas redes

A Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o alcance de Lula (PT) nas redes sociais foi afetado por “problemas técnicos”, negando as acusações da campanha petista de que a empresa esteja atuando para interferir nas eleições.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, afirmou a Meta.

“A conduta institucional do Facebook Brasil e da Meta ao longo de mais de 200 eleições desde 2016, e no Brasil desde 2018, não se compatibiliza, nem logicamente nem historicamente, com a tese de manipulação deliberada em favor de um candidato”, acrescentou.

A Meta disse ainda ter investido mais de 30 bilhões de dólares em equipes e tecnologia de segurança e proteção na última década. Os recursos, segundo a empresa, foram destinados a sistemas automatizados de inteligência artificial e a equipes de análise humana que atuam na moderação de conteúdo em mais de 70 idiomas, incluindo o português.

Lula aciona o TSE

A campanha de Lula acionou o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.

Segundo os petistas, o perfil do presidente ficou impedido de impulsionar publicações no Instagram entre sexta-feira, 9, e sábado, 10 de outubro.

O senador Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha, afirmou que as falhas prejudicam a disputa.

“Isso causa um desequilíbrio em uma eleição tão apertada”, disse.

Ele também afirmou que a empresa reconhece problemas, mas não apresenta justificativas suficientes.

TSE cobra explicações

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu 48 horas para a Meta explicar problemas relatados pela campanha de Lula  no impulsionamento de publicações no Instagram e no Facebook.

Ele determinou que a Meta esclarecesse seis pontos, entre eles a desativação da conta de anúncios de Lula em 23 de setembro, possíveis falhas na contagem de visualizações e a eventual identificação de perfis automatizados que promoviam Flávio e…

Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.



Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *