Farah: Discussão da gôndola do mercado ainda pode impactar eleição

A discussão sobre o preço dos alimentos na gôndola do mercado ainda pode virar um fator de perda e ganho de votos na eleição, avaliou a colunista Tatiana Farah no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.

O comentário veio em meio ao debate sobre medidas anunciadas pelo governo às vésperas do calendário eleitoral e sobre a dificuldade de transformar ações econômicas em voto, como ocorreu com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

É impressionante como essa questão do endividamento, se você pensar em todos os pacotes de bondade que o Lula fez e o fim das bets, está calando muito mais fundo no brasileiro do que a questão da segurança pública.

Há dois pontos aí e o PT está deixando um deles para lá: a questão do custo de vida, do preço dos alimentos. O Lula está anunciando que, a partir de 1º de janeiro, serão zerados os impostos na cesta básica, mas essa discussão da gôndola do mercado ainda será um grande ponto de perda e ganho de votos de um e de outro candidato. Tatiana Farah, colunista do UOL

Para Farah, medidas com apelo direto ao bolso podem até ser lançadas com expectativa eleitoral, mas o efeito é difícil de dimensionar. Ela citou que a aposta do governo no ano passado, com a isenção do IR, não mostrou impacto perceptível no eleitorado.

Vimos que não houve nenhum impacto para o eleitor. Não saiu ninguém falando: ‘vou votar no Lula porque ele me isentou ou isentou meu irmão do IR’. Tatiana Farah, colunista do UOL

A colunista disse que o endividamento tem mexido mais com a população do que outros temas e avaliou que o custo de vida pode voltar ao centro da disputa. Na leitura dela, a forma como o debate sobre a cesta básica e os preços no supermercado evoluir pode pesar na reta final.

Farah também afirmou que não vê o timing como coincidência e avaliou que o governo não colocaria o tema “à beira da eleição” sem calcular o potencial efeito político. Ainda assim, ela ponderou que o impacto pode vir cedo, mas sem garantia de conversão automática em voto.

Borges: Brasil está uma bagunça, com poder demais em poucas mãos

O STF e o TSE têm poder demais. Os freios e contrapesos deram errado, não estão funcionando. Em uma canetada, por exemplo, pode-se derrubar uma rede social inteira no país, como Alexandre de Moraes fez uma vez, e agora com essas decisões, uma atrás da outra. Isso dá uma total insegurança jurídica. O Brasil está uma bagunça e isso não pode mais acontecer. Alexandre Borges, colunista do UOL

6×1: Senado deve concluir votação na 4ª após Flávio recuar, diz Randolfe

Eu estou acreditando que amanhã, e eu espero que essa posição do senador Flávio Bolsonaro e do seu partido se mantenha até amanhã, possamos aprovar em primeiro turno a proposta de emenda constitucional de instituição da escala 5×2 e fim da escala 6×1, quebrar o interstício e votar também já no segundo turno. Randolfe Rodrigues, senador (PT-AP)

Casado: MDB é mais uma peça no tabuleiro de apoios do centrão a Flávio

Desde o resultado do primeiro turno, todo o centrão abraçou o Flávio Bolsonaro. A bússola do centrão mudou de direção. No primeiro turno, o MDB decidiu declarar neutralidade e liberar os grupos estaduais. Hoje foi a vez do MDB, mais uma peça desse tabuleiro. Letícia Casado, colunista do UOL

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