Alta do suíno vivo favorece recuperação do poder de compra dos criadores

O poder de compra do suinocultor paulista vem se recuperando em outubro, após três meses consecutivos de queda, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse movimento é resultado da valorização mais intensa do suíno vivo, combinada à alta menos expressiva do farelo de soja e ao recuo nos preços do milho.

Segundo pesquisadores do Cepea, agentes de mercado têm relatado expansão na demanda das famílias pela carne suína, o que, consequentemente, aumenta a procura da indústria por novos lotes de animais. Além disso, vários produtores, diante do cenário de sobreoferta, têm se esforçado para diminuir o peso médio dos animais, visando reduzir a produção de carne por cabeça, o que tem fortalecido as cotações do vivo desde o mês passado.

Na quarta-feira (14/10) em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o suíno vivo apresentou a cotação de R$ 6,63 o quilo, uma alta de 14,71% desde o início de outubro. Em comparação, o preço do milho na região de Campinas (SP) estava em R$ 65,43 a saca de 60 quilos, uma baixa de 4,72% no mesmo período.

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