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Com voto favorável de Flávio Bolsonaro (PL), o Senado aprovou o fim da escala 6×1, visto como uma das principais vitrines eleitorais do governo Lula (PT) na busca pela reeleição. A aprovação ocorreu a 11 dias do segundo turno das eleições.
Em campanha no Rio Grande do Sul, Flávio não estava no plenário. A sessão começou às 16h, o senador registrou presença no sistema às 20h30 e votou remotamente.
O placar se repetiu nos dois turnos da votação: 75 a 1. O único voto contrário foi do ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Quem votou a favor
- Alan Rick (Republicanos-AC)
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Ana Paula Lobato (PSB-MA)
- Angelo Coronel (Republicanos-BA)
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Beto Faro (PT-PA)
- Camilo Santana (PT-CE)
- Carlos Fávaro (PSD-MT)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Carlos Viana (PSD-MG)
- Chico Rodrigues (PSB-RR)
- Cid Gomes (PSB-CE)
- Cleitinho (Republicanos-MG)
- Confúcio Moura (MDB-RO)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Daniella Ribeiro (PP-PB)
- Dr. Hiran (PP-RR)
- Dra. Eudócia (PSDB-AL)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Efraim Filho (PL-PB)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Fabiano Contarato (PT-ES)
- Fernando Dueire (PSD-PE)
- Flávio Arns (PSB-PR)
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Giordano (Podemos-SP)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Irajá (PSD-TO)
- Ivete da Silveira (MDB-SC)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Jader Barbalho (MDB-PA)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Jayme Campos (União-MT)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Jorge Seif (PL-SC)
- Jussara Lima (PSD-PI)
- Laércio Oliveira (PP-SE)
- Leany Lemos (PSB-DF)
- Lucas Barreto (PSD-AP)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Magno Malta (PL-ES)
- Mara Gabrilli (PSD-SP)
- Marcelo Castro (MDB-PI)
- Marcos do Val (Avante-ES)
- Marcos Rogério (PL-RO)
- Nelsinho Trad (PSD-MS)
- Omar Aziz (PSD-AM)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Otto Alencar (PSD-BA)
- Paulo Paim (PT-RS)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Professora Dorinha Seabra (União-TO)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
- Renan Calheiros (MDB-AL)
- Renan Filho (MDB-AL)
- Renzo Braz (PP-MG)
- Roberta Acioly (Republicanos-RR)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Romário (Sem partido)
- Sargento Reginauro (PSDB-CE)
- Sérgio Petecão (PSD-AC)
- Sergio Moro (PL-PR)
- Soraya Thronicke (PSB-MS)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Teresa Leitão (PT-PE)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
- Wellington Fagundes (PL-MT)
- Weverton (PDT-MA)
- Wilder Morais (PL-GO)
- Zenaide Maia (PSD-RN)
- Zequinha Marinho (Podemos-PA)
Quem votou contra
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
O que muda para o trabalhador?
Embora a proposta já esteja pronta para ser promulgada, as mudanças na jornada de trabalho não começam a valer amanhã. O texto prevê que a entrada em vigor acontecerá de forma gradual: dois meses após a promulgação, a jornada deve ser reduzida das 44 horas semanais para 42 horas semanais, já com as duas folgas semanais remuneradas.
Passado mais um ano, essa jornada vai cair para 40 horas semanais, com máximo de oito horas trabalhadas por dia. Ou seja, ao longo de uma semana, o trabalhador terá cinco dias no emprego e dois dias de folga, uma delas preferencialmente aos domingos.
Proposta proíbe qualquer redução de salário e rendimentos dos empregados. Isso vale para ganhos nominais, proporcionais e para pisos salariais de todas as categorias.
Texto permite a redistribuição das folgas ao longo do mês, desde que ao menos um dia de descanso seja cumprido a cada sete dias de trabalho. Essa flexibilização pode ser feita por meio de negociações coletivas (entre empregador e sindicato), preservando a média de dois dias de repouso por semana no mês.

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