
O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de baixa movimentação nesta quinta-feira (15), com poucos negócios e preços sem alterações significativas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a forte valorização do dólar compensou a queda firme na Bolsa de Chicago, evitando mudanças estruturais nas cotações do mercado físico.
Nos portos, as indicações permaneceram bastante nominais, sem ofertas efetivas. Já os esmagadores tentaram realizar compras, mas os bids ficaram bem abaixo dos valores pedidos pelos vendedores, mantendo as negociações travadas.
“Os esmagadores tentaram comprar, mas as ofertas ficaram bem abaixo do que o vendedor está pedindo”, observa Silveira. Segundo o analista, os produtores seguem concentrados nos trabalhos de plantio, enquanto o mercado permanece lento.
Preços da soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 147,50
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 148,50
- Cascavel (PR): subiu de R$ 144,50 para R$ 145,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 142,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 140,50
- Rio Verde (GO): recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 155,50 para R$ 156,00. Em Rio Grande (RS), as referências permaneceram em R$ 156,50.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira, acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e o fraco desempenho do esmagamento americano em setembro colocaram os preços nos menores níveis em sete semanas, apesar da demanda chinesa.
O cenário fundamental combina aumento da oferta de uma safra que promete ser recorde nos Estados Unidos com a perspectiva de ampla produção esperada também no Brasil.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção brasileira de 181,616 milhões de toneladas em 2026/27. A safra deve crescer 0,7% em relação à temporada anterior, com aumento de 1,4% na área plantada, para 49,3 milhões de hectares.
Além disso, a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 196,3 milhões de bushels em setembro, ante 205,456 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 203,74 milhões. Em setembro de 2025, foram 197,863 milhões de bushels. O número de setembro foi o menor em 13 meses.
Compradores estatais da China adquiriram entre 10 e 13 cargas de soja dos Estados Unidos durante a noite, na segunda rodada de compras em grande escala desde o encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro, disseram três fontes comerciais à Reuters nesta quinta-feira (15).
As compras desta semana somam entre 18 e 23 cargas, equivalentes a aproximadamente 1,2 milhão a 1,5 milhão de toneladas de soja norte-americana, segundo cálculos da Reuters. Com as novas compras, a China se aproxima da meta de adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos no ano comercial 2026/27, anunciada pela Casa Branca. Até o momento, as aquisições somam cerca de 15 milhões de toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,25 centavos de dólar ou 1,11%, a US$ 12,63 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,77 3/4 por bushel, com retração de 14,25 centavos de dólar ou 1,10%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,70 ou 1,28%, a US$ 359,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,15 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,13%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,15%, negociado a R$ 5,0884 para venda e a R$ 5,0864 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0375 e a máxima de R$ 5,0990.
O post Em dia de alta do dólar, soja apresenta reação? Saiba os preços e o cenário da oleaginosa apareceu primeiro em Canal Rural.

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