![]()
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, mandou a Meta restabelecer imediatamente o funcionamento do canal “Exército do Lula”.
O que diz a decisão
Presidente determinou que a Meta, dona do WhatsApp, providencie o restabelecimento integral do canal. “Inclusive quanto à possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores, ficando expressamente cientificada de que, até ulterior deliberação, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva poderá exercer a supervisão sobre seu funcionamento.”
O “Exército de Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal serve para que os apoiadores do presidente Lula (PT) compartilhem mensagens da campanha nas redes sociais.
Kassio manteve a determinação para que a Meta acompanhe as publicações dos canais durante período eleitoral. A empresa deverá identificar e retirar imediatamente conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles que já sejam alvo de ordens de remoção em vigor do TSE.
Canal já ultrapassou a marca de quatro milhões de seguidores. Criado após o resultado do primeiro turno, o grupo reúne apoiadores do presidente Lula e divulga mensagens para mobilizar sua campanha de reeleição. Janones compartilha áudios, vídeos e orientações aos participantes sobre como disseminar conteúdos da campanha petista nas redes.
Campanha registrou canal no TSE
Primeira decisão de Nunes Marques contra o canal, no fim de semana, levou Lula a classificar a ação como “tendenciosa”. Em entrevista a jornalistas no domingo, o presidente ainda levantou dúvidas sobre a parcialidade do TSE.
Canal foi registrado no TSE pela equipe jurídica da campanha, em condição imposta por Nunes Marques para que voltasse a funcionar. O presidente do TSE voltou a suspender o canal até que a regra fosse cumprida pela campanha.
TSE tem impasse entre ministros sobre o canal “Exército do Lula”. No domingo (11), Nunes Marques derrubou a ferramenta, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), mas a decisão foi revogada horas depois pelo corregedor Villas Bôas Cueva, que estava com o caso. Ontem, o presidente do TSE voltou a barrar o canal.
Presidente nacional do PT chamou decisão de “censura”. Em publicação no X, Edinho Silva disse que a proibição “impede a liberdade de expressão e o direito de organização e participação democrática”. “O que é mais grave, durante o período eleitoral”, postou Silva.

Deixe um comentário