O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou hoje que esperava que pelo menos outros 10 colegas votassem contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1. O parlamentar foi o único a ter votado contra a proposta nos dois turnos, ontem, em sessão do Senado.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, o senador defendeu a posição contrária, que já tinha adotado antes de o tema ser levado ao plenário. Segundo ele, mesmo após ter votado sozinho, recebeu apoio por telefone e nas ruas.
Ontem, o plenário do Senado aprovou a PEC do fim da 6×1 por 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A Casa tem 81 senadores e o presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não vota.
A proposta aprovada estabelece um novo regime de trabalho, passando de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga e sem redução salarial, no período de transição de 14 meses após a promulgação.
Eu tinha a esperança de que, pelo menos uns 10, 12, estivessem comigo nessa votação. Alguns tinham o compromisso específico de votar a favor do projeto. Mas outros, não. Não precisavam.
Senador Hamilton Mourão, em entrevista a rádio
O partido de Mourão, o Republicanos, orientou a bancada a votar a favor da medida. Ele desobedeceu sua própria liderança.
Mesmo após ter sido voto isolado, o senador afirmou que cumpriu o que já tinha prometido a seus eleitores. “Eu cumpri a minha tarefa como senador do Rio Grande do Sul. O nosso estado é altivo. Ele não afrouxa”, disse.
Outros não votaram na PEC
O senador Sergio Moro (PL-PR) não votou na sessão. Hoje, em postagem nas redes sociais, ele afirmou que se absteve por querer que o tema fosse discutido “com amplitude, profundidade e diálogo”.
Em publicação no Instagram ontem, o senador Marcio Bittar (PL-AC), que também não votou na sessão, disse que o texto só foi aprovado porque teve apoio de Flávio Bolsonaro (PL).
Coordenador da campanha de Flávio à Presidência da República, o senador Rogério Marinho (PL-RN) não votou e não fez manifestação pública sobre o assunto até o momento.


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