A Meta virou o centro da disputa eleitoral e a própria plataforma passou a ser a arena em que a campanha acontece, avaliou a colunista Thais Bilenky no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.
O debate ganhou força após reportagem citada no programa indicar que funcionários da Meta reconheceram, em mensagens internas, uma disparidade: o perfil do presidente Lula ficou quase 24 horas sem acesso a um tipo de impulsionamento, enquanto o de Flávio Bolsonaro não foi atingido.
Isso revela como a Meta se tornou central na disputa eleitoral desse ano. Porque a arena de disputa é ela própria; quer dizer, é evidente que a Justiça Eleitoral brasileira precisa ter estrutura e musculatura suficiente para lidar com um ambiente privado, que no limite é o que acontece. Thais Bilenky, colunista do UOL
Na análise, Bilenky disse que a dinâmica das plataformas cria um cenário diferente do que existia na TV e no rádio, em que a lei já prevê regras para tentar garantir igualdade de condições entre candidatos.
É muito diferente de ter uma campanha na TV e no rádio, que já tem lei estabelecida prevendo e tentando garantir de alguma forma, e garantindo mesmo, a igualdade de condições para os candidatos. Thais Bilenky, colunista do UOL
Ela afirmou que a Justiça Eleitoral corre atrás de um problema que muda rápido, com novas variáveis e mais complexidade. Para a colunista, quando o tribunal se prepara para um desafio, ele já pode ter “escalado” e se tornado mais difícil de enfrentar.
Em relação à Meta e às plataformas, de modo geral, há tantas variáveis que vão acrescentando complexidade que a Justiça Eleitoral fica sempre obsoleta: quando ela se prepara para enfrentar um problema, ele já escalou três vezes e se torna ainda mais complexo de ser enfrentado. Thais Bilenky, colunista do UOL
Bilenky citou que a Meta foi ao TSE e, ao mesmo tempo em que dizia estar respondendo “na medida do possível”, também admitia falhas quando elas ficavam expostas no debate. Ela também mencionou decisões sobre canais e grupos de WhatsApp que, segundo ela, chegam quando o cenário já mudou.
É uma tarefa inglória, mas o TSE tem o dever, para as próximas eleições, de continuar fazendo isso e se equipar de inteligência para estar pronto para enfrentar os desafios da complexidade e do avanço da tecnologia muito rápida. Thais Bilenky, colunista do UOL
Ronilso: TSE não pode se dizer surpreso com interferência da Meta
Há tempos a presença e a possibilidade de a Meta ter algum tipo de interferência nas nossas eleições era algo que exigia um alto grau mesmo de acompanhamento, inclusive do TSE. O TSE não pode se colocar como um surpreso e agora ser apenas como um adulto que chega na sala para colocar a ordem na casa. O jogo é pesado, ele vem acontecendo há muito tempo. Ronilso Pacheco, colunista do UOL
O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h, com apresentação de Fabíola Cidral, e às 16h, com Diego Sarza. Aos sábados, o programa é exibido às 11h e 16h, e aos domingos, às 16h.
Onde assistir: Ao vivo na home UOL, UOL no YouTube e Facebook do UOL. O Canal UOL também está disponível na Claro (canal nº 549), Vivo TV (canal nº 613), Sky (canal nº 88), Oi TV (canal nº 140), TVRO Embratel (canal nº 546), Zapping (canal nº 64), Samsung TV Plus (canal nº 2074) e no UOL Play.
Veja a íntegra do programa:



Deixe um comentário