Marido da prefeita, secretário de Bauru (SP) é preso suspeito de fraude

O secretário municipal de Governo de Bauru, Renato Purini, foi preso na manhã de hoje em operação do Ministério Público de São Paulo sobre fraude em licitação. Ele é marido da prefeita do município, Suéllen Rosim (PSD).

MP apura contrato

Segunda fase da Operação Cavalo de Troia investiga irregularidades em contrato de cerca de R$ 5,2 bilhões em serviços relacionados a coleta e tratamento do lixo na cidade. Além do contrato, que tem duração prevista de 30 anos, a investigação apura possíveis repasses a vereadores, informou o MPSP.

Os trabalhos, destinados a aprofundar investigações sobre possíveis crimes de corrupção e outras irregularidades relacionadas à gestão de resíduos sólidos urbanos do município, são conduzidos pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Ministério Público de São Paulo, em nota

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão tanto na cidade do interior paulista quanto na capital. Os alvos são investigados por possíveis crimes de corrupção e outras irregularidades, disse o MP. O órgão, contudo, não divulgou informações sobre os demais alvos.

Primeira fase da operação foi realizada em 9 de setembro. Entre os denunciados na ocasião estavam a secretária de Meio Ambiente de Bauru, Cilene Chabuh Bordezan, e o executivo Hamilton Libório Agle, da Estre Ambiental. Segundo o Ministério Público, os acusados “instalaram e fizeram da Prefeitura Municipal de Bauru um palco de atuação de organização criminosa”.

Material apreendido no mês passado embasou segunda fase da operação. De acordo com a investigação, mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos levaram às ações realizadas hoje. As conversas “revelaram indícios da participação de outros agentes públicos e particulares nas práticas investigadas”. A investigação continua em andamento.

A primeira fase teve como foco a investigação de um suposto esquema de direcionamento da concessão municipal, com o cumprimento de medidas judiciais de busca e apreensão, prisões e outras providências cautelares. As apurações já resultaram no oferecimento de denúncia contra participantes do conluio.
MPSP

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de Bauru disse, em nota, que não foi oficialmente informada sobre o objeto da operação de hoje. A administração municipal “permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com o que for necessário e prestar os esclarecimentos eventualmente solicitados”, afirmou.

A prefeita Suéllen Rosim não se pronunciou até a publicação deste texto. Se houver manifestação, o texto será atualizado

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