Ameba comedora de cérebro leva ao fechamento de seis lagos após morte de instrutor

Autoridades identificaram o organismo Naegleria fowleri, conhecido como ameba comedora de cérebro, em seis lagos artificiais de Mérida, no México. A medida foi adotada após a morte de um instrutor de esportes aquáticos, enquanto equipes de saúde monitoram os locais e orientam a população.

Seis lagos artificiais de Mérida, capital do estado mexicano de Yucatán, foram interditados após a confirmação da presença da ameba Naegleria fowleri, conhecida popularmente como “comedora de cérebro”.

A decisão ocorreu depois da morte de um instrutor de wakeboard de 33 anos, associada à meningoencefalite amebiana primária, uma infecção rara e extremamente grave. Segundo as autoridades, seis dos nove lagos analisados apresentaram o organismo, e as áreas afetadas passaram por restrições de acesso à água.

Quais lagos foram interditados após a descoberta da ameba?

Os pontos identificados ficam em diferentes regiões de Mérida e incluem áreas de lazer e instalações usadas para esportes aquáticos. Os parques continuam abertos, mas o contato com a água dos lagos afetados está proibido.

Os locais onde a presença da ameba foi confirmada são:

  • Plaza La Isla: lago onde trabalhava o instrutor que morreu.
  • Cabo Norte: lago principal e lago da região leste do complexo.
  • Zoológico del Centenario: lago localizado dentro do zoológico.
  • Gran Parque La Plancha: lago artificial do parque.
  • Parque Ecológico del Poniente: lago situado na área ecológica.

As autoridades instalaram barreiras e avisos para impedir que visitantes entrem na água. Os responsáveis pelos espaços também iniciaram procedimentos de saneamento com apoio de especialistas da Universidade Autônoma de Yucatán e do Cinvestav.

Como a ameba comedora de cérebro pode infectar uma pessoa?

A Naegleria fowleri vive naturalmente em água doce morna, especialmente em ambientes com condições favoráveis à sua proliferação. A infecção pode acontecer quando a água contaminada entra pelo nariz, permitindo que o organismo alcance o sistema nervoso central.

A doença provocada pela ameba é chamada de meningoencefalite amebiana primária. Embora seja extremamente rara, pode evoluir rapidamente e apresenta uma taxa de mortalidade estimada entre 97% e 98%, segundo os dados citados na reportagem original.

Os primeiros sinais podem ser confundidos com os de outras doenças, o que dificulta o diagnóstico.

Por isso, pessoas que tiveram contato com a água dos locais afetados devem procurar assistência médica se apresentarem sintomas como:

A psicologia sugere que adultos que abaixam o olhar ao conversar com outras pessoas não o fazem por timidez; Na verdade, eles estão focados em pensar na resposta certa

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GUIA DE SAÚDE

5 sintomas que exigem atenção

Possíveis sinais de infecção por ameba

01

Dor de cabeça intensa

Principalmente se for incomum ou piorar rapidamente.

02

Febre

Pode surgir nas fases iniciais da infecção.

03

Náuseas e vômitos

Podem acompanhar a progressão do quadro.

04

Rigidez no pescoço

Sinal de alerta, sobretudo quando associado à febre e à dor de cabeça.

05

Cansaço acompanhado de outros sintomas

A fraqueza merece atenção quando ocorre junto de outros sinais de infecção.

⚠ ATENÇÃO: NÃO ESPERE OS SINTOMAS PIORAREM

Após possível exposição à água contaminada pelo nariz, procure atendimento médico imediato se apresentar sintomas. A meningoencefalite amebiana primária é rara, mas pode evoluir rapidamente.

A orientação é buscar atendimento rapidamente diante desses sintomas, principalmente após possível exposição à água contaminada.

Veja a Naegleria fowleri sob microscópio com velocidade aumentada no vídeo abaixo do canal “Centers for Disease Control and Prevention (CDC)“.

A ameba é transmitida pela água bebida ou pelo contato entre pessoas?

De acordo com o governo de Yucatán, a infecção não é transmitida de uma pessoa para outra nem ocorre pela ingestão de água contaminada. O principal risco descrito é a entrada de água contaminada pelo nariz, especialmente durante mergulhos ou atividades aquáticas.

As autoridades afirmaram que o organismo está sob controle e que a infecção continua sendo muito incomum. Após a primeira morte, em setembro, 361 pessoas que estiveram no lago da Plaza La Isla foram monitoradas. O acompanhamento terminou em 4 de outubro sem registro de novos casos entre esse grupo.

O monitoramento sanitário dos lagos continua, e as restrições de acesso à água permanecem como medida de prevenção.

Ameba comedora de cérebro leva ao fechamento de seis lagos após morte de instrutor
Ameba comedora de cérebro leva ao fechamento de seis lagos após morte de instrutor (Imagem Ilustrativa)



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