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A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva rebateu declarações do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre dados de desmatamento na Amazônia e chamou o parlamentar de “ignorante” e “incompetente”.
O que aconteceu
A ex-ministra Marina Silva criticou o senador Flávio Bolsonaro por usar dados errados sobre queimadas na Amazônia. A declaração ocorreu neste sábado (17), em um evento em apoio à reeleição de Lula na região central de São Paulo.
Flávio Bolsonaro disse no “Jornal Nacional” que o governo registra recordes de destruição no bioma. Na entrevista transmitida na noite anterior, o candidato afirmou ter sido o outubro com maior índice de queimadas na história do país.
Marina Silva recorreu a números do Inpe para contestar a afirmação. A ex-ministra destacou que dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam a menor taxa de desmatamento da série histórica na região.
A ex-ministra criticou duramente o candidato do PL durante o discurso. “O Flávio Bolsonaro foi dizer lá no debate ontem que era o maior desmatamento do governo do presidente Lula. É um incompetente. Eu vou imitar o Darcy Ribeiro: ‘um ignorante’”, declarou Marina.
O ato político reuniu ex-ministros e o vice-presidente. Antes de discursar no sindicato, Marina participou de caminhada acompanhada por Fernando Haddad, Simone Tebet e Geraldo Alckmin.
Ataques no Jornal Nacional
Flávio Bolsonaro usou a sabatina na TV Globo para criticar adversários e instituições. O senador acusou Lula de divulgar informações falsas e sustentou que a saída do atual presidente seria a principal medida para organizar as contas públicas.
O candidato direcionou acusações à emissora e a integrantes do Judiciário. Flávio citou verbas publicitárias recebidas pela TV Globo e acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguirem opositores políticos, defendendo reformas na Corte.
A exibição da entrevista foi acompanhada por panelaços em capitais. Durante a transmissão, o candidato repetiu a estratégia do pai ao usar anotações na mão, prometeu não disputar a reeleição se vencer o pleito e negou ter tratado sobre cargos com a família.

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