Flávio poupa Nunes Marques e ataca Moraes em entrevista no JN

Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) atacou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e evitou fazer críticas ao ministro Kassio Nunes Marques por relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Nunes Marques foi indicado pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado se ele deveria ser investigado, o candidato se limitou a dizer que “todo mundo tem que estar abaixo da lei”.

Em seguida, passou a falar sobre Alexandre de Moraes, afirmou que o ministro atua de forma político-partidária, toma decisões quando deveria se declarar suspeito e persegue adversários. Flávio também afirmou que o ministro “virou o articulador político do Lula em Brasília.”

O candidato defendeu que os membros do STF que cometam crime de responsabilidade sejam alvo de processo de impeachment. “Qualquer ministro do Supremo que infrinja a lei tem que ser punido”, disse.

Mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro mostram que um funcionário relatou ter cedido um quarto para um “ministro com 5 meninas” durante uma festa realizada no triplex do empresário, em São Paulo, em 28 de fevereiro de 2025. Dias depois, uma mulher responsável por levar convidadas ao evento cobrou R$ 10 mil e afirmou que uma delas havia ficado com “Kassio”.

Em outra conversa obtida pela PF, o diretor do Master Luiz Rennó cita pagamentos de R$ 500 mil por mês ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques. Uma empresa de consultoria ligada a ele, a Consult Inteligência Tributária, sediada em Teresina, recebeu cerca de R$ 6,6 milhões do Banco Master entre agosto de 2024 e julho de 2025.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) classificou as transações como incompatíveis com a capacidade financeira da empresa porque ela declarou um faturamento de R$ 25,5 mil. Kevin diz que não prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro.

Segundo o Metrópoles, o Master tinha um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com o escritório da advogada Camilla Ramos, apontada ao lado do marido, o juiz federal Newton Ramos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), como integrante da chamada “Turma do KN”. Segundo a PF, KN seria o ministro Kassio Nunes Marques.

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