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No vídeo, Richarlison afirmou que busca respostas sobre o valor investido, e pediu à Polícia Federal que investigue o episódio. O atacante ainda disse para seus seguidores cobrarem esclarecimentos do senador e candidato à presidência da República.
A reportagem do UOL procurou a assessoria de Willer Tomaz, atual proprietário do imóvel, e Flávio Bolsonaro, e aguarda posicionamento sobre a publicação de Richarlison.
O caso
A disputa envolve uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), alvo de um investimento de cerca de R$ 10 milhões de Richarlison. Hoje, o imóvel está sob posse da WT Administração de Imóveis, do advogado Willer Tomaz.
Do lado do atacante, as partes no processo eram a Sport 70 Intermediação de Negócios, de Renato Velasco, ex-empresário do jogador, e a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, empresa de Richarlison e do pai, Antonio Andrade.
A ação tramitou por cerca de três anos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao STJ. Após sentença favorável em março de 2025 e recursos sem sucesso, a Sport 70 e Velasco desistiram do processo em agosto do ano passado.
Flávio Bolsonaro não é parte do processo judicial. Em 2022, quando o caso veio à tona, disse ter sido arrolado como testemunha sem ter “nada a ver com o tema”. Em 2021, porém, visitou a mansão com Willer Tomaz, que teria sido informado de que o imóvel fora vendido à empresa do jogador.
Procurada pelo UOL em julho, a assessoria do senador negou qualquer vínculo com o imóvel e classificou a associação como “factualmente infundada e eleitoralmente motivada”.
Dinheiro recuperado será doado, diz Richarlison
Richarlison afirmou ainda que, caso consiga reaver o dinheiro, vai direcionar uma parte ao hospital de Nova Venécia, município onde nasceu, no Espírito Santo.
“Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá”, afirmou.

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