Vitrines com promoções de encerramento passaram a marcar o fim de uma operação de moda conhecida por preços acessíveis. A Forever 21 voltou à proteção judicial em março de 2025 e iniciou a liquidação de suas 354 lojas nos Estados Unidos. Era a segunda crise desse tipo em aproximadamente seis anos.
Por que a Forever 21 pediu proteção judicial novamente?
A operadora americana, F21 OpCo, enfrentava custos elevados, dificuldades para manter margens e concorrência mais intensa de plataformas de moda online. O processo ocorreu em março de 2025, após a reorganização anterior, iniciada em 2019, não assegurar sustentabilidade duradoura.
A competição incluía varejistas com preços agressivos e estratégias digitais, como Shein e Temu. Pressões sobre aluguel, operação de lojas grandes e mudanças nos hábitos dos consumidores também dificultavam o funcionamento da rede física.

O que significava liquidar 354 lojas?
As 354 unidades representavam a rede sob responsabilidade da operadora nos Estados Unidos naquele processo. As lojas passaram a realizar vendas de encerramento para transformar estoques em dinheiro e reduzir custos enquanto a Justiça analisava a situação empresarial.
A medida não correspondia ao fechamento mundial da Forever 21. Lojas e licenciados de outros mercados tinham estruturas empresariais distintas, de modo que o pedido judicial americano não encerrava automaticamente todas as atividades internacionais.
A sucessão de medidas definiu o alcance da crise:
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2019: primeira grande reorganização judicial da marca
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Março de 2025: novo pedido de proteção pelo Chapter 11
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354 lojas americanas incluídas na liquidação
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Atividades internacionais fora desse processo específico
Como a concorrência acelerou as dificuldades?
A Forever 21 cresceu com moda de rápida renovação e lojas em grandes centros comerciais. Entretanto, consumidores passaram a encontrar grande variedade de peças em aplicativos e plataformas digitais, frequentemente com preços baixos e distribuição direta.
O custo fixo de manter espaços físicos, equipes e estoques torna mais difícil reagir quando vendas diminuem. A rede tentou ajustar unidades e contratos, mas o novo processo judicial terminou associado à liquidação do comércio americano.
A marca Forever 21 deixou de existir?
Não. A empresa que explorava as lojas americanas era diferente da organização proprietária dos direitos de marca. A Authentic Brands Group mantinha a propriedade intelectual, que poderia ser licenciada para outras empresas depois do encerramento das unidades.
Assim, o fechamento de estabelecimentos não eliminava necessariamente os produtos e o nome comercial de outros canais. A distinção é importante para separar a falência operacional do destino de uma marca reconhecida internacionalmente.
A liquidação teve impactos em estruturas diferentes:
ElementoO que ocorreuAlcance
Lojas físicas354 endereços
Vendas para encerramento
Operação americana
ProcessoChapter 11 em 2025
Segunda reorganização judicial
Empresa operadora
MarcaDireitos de propriedade
Exploração sob outras licenças
Além das lojas fechadas
A recuperação judicial garante que uma rede continue aberta?
O tratamento jurídico da insolvência pode permitir renegociar obrigações ou vender ativos sob supervisão da Justiça. Nos Estados Unidos, o Chapter 11 também pode servir para organizar o encerramento de atividades quando não existe um acordo viável de continuidade.
Foi essa a diferença central na operação americana da Forever 21: o pedido judicial não era garantia de reabertura ou recuperação. As liquidações ocorreram durante o processo, enquanto credores e administradores tratavam dos ativos e contratos.
O que restou da operação americana após 2025?
As últimas lojas americanas fecharam até o início de maio de 2025. A nova proteção judicial e as vendas de liquidação marcaram o fim da estrutura que administrava aqueles estabelecimentos.
O nome Forever 21 continuou a ter valor comercial, separado dos antigos contratos de locação, estoques e equipes da operação liquidada. A crise atingiu uma rede específica, não o direito de outras empresas utilizarem a marca mediante licença.

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