Janja culpa Bolsonaro por morte da mãe

A primeira-dama, Janja, atribuiu à “negligência” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a morte de sua mãe, em outubro de 2020, durante a pandemia de Covid-19. 

Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo, 18, ela afirmou:

“Negligência do presidente Bolsonaro, que não acreditou na ciência, que indicou medicamento errado, corrupção na compra de vacinas, enfim, tudo aquilo que a gente assistiu.”

Na gravação, Janja afirmou que a mãe, que tinha Alzheimer, foi internada por outro problema de saúde e contraiu Covid no hospital. A primeira-dama disse que esperava que ela morresse em decorrência da doença neurológica, mas não da infecção pelo coronavírus.

“Eu vi minha mãe pela última vez no saco preto. Eu não pude me despedir da minha mãe.”

Na legenda da publicação, Janja afirmou que mais de 700 mil pessoas morreram “por negligência do governo Bolsonaro” durante a pandemia.

Paulo Gustavo

A campanha de Lula (PT) também divulgou um depoimento de Déa Lúcia Amaral, mãe do humorista Paulo Gustavo, que morreu de Covid-19 em maio de 2021, antes de conseguir tomar a vacina. 

O vídeo foi preparado para as redes sociais e para o programa eleitoral do presidente.

Déa criticou a demora na vacinação e a postura de Bolsonaro durante a pandemia. 

“Mas essa vacina deveria ter vindo antes. Muito tempo antes. Ele dizia até: “Essa vacina tem que chegar. Essa vacina tem que chegar. Essa vacina tem que vir.” E não deu tempo. E o governo ria, o nosso presidente ria, né? Isso daí eu falo com ódio. Ele ria.”

Críticas a Flávio Bolsonaro

No depoimento, Déa também criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente. 

“E Deus me livre a gente ter alguém da família dele presidente do nosso país. Eu sou mãe, eu falo porque eu sou mãe. Imagina a dor de toda mãe que perdeu seu filho. Eu perdi um filho. Isso não pode voltar. Não pode. Flávio é retrocesso. Se você olhar o sobrenome, me dá arrepio.”



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