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A Coligação Brasil Pronto para Mais, liderada pelo PT e com participação do PCdoB e PV, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a mudança nos locais de 4.352 seções eleitorais seja informada individualmente a cada eleitor.
Entenda o caso
Na última semana, o TSE informou que alterou o local de 4.352 seções eleitorais transferidas em 664 municípios. A mudança ocorreu depois do primeiro turno e a coligação estima que a mudança tenha atingido 1,8 milhão de eleitores.
Na petição enviada ao TSE, a Coligação ressalta que não questiona a legitimidade das mudanças, mas sim a forma como os eleitores são informados das alterações. Entre as sugestões enviadas à Justiça Eleitoral está o envio de avisos individuais aos eleitores afetados por e-Título, SMS, WhatsApp ou email. A coligação também pede que os TREs publiquem, em até 48 horas, uma lista consolidada das alterações, com município, zona, seção e endereços antigo e novo.
Também pede articulação com as prefeituras para oferecer transporte gratuito, com atenção especial a idosos e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Sobre a divulgação das mudanças, pede a instalação de cartazes e faixas nos antigos locais de votação e a presença de equipes de orientação no dia do segundo turno.
São Paulo concentrou o maior número de mudanças, com 982 seções eleitorais transferidas. Em seguida aparecem Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312). Assim, mesmo quem votou no primeiro turno deve conferir novamente o endereço.
O Tribunal informou que as alterações ocorreram por razões práticas, como obras de última hora e ajustes de acessibilidade. Em alguns casos, locais de votação foram danificados por chuvas fortes e ventos, o que levou à troca de endereço.
No primeiro turno, 1.904 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,35% do total. De acordo com o TSE, não houve necessidade de votação manual em nenhum local.
Segundo turno está marcado para o dia 25, com votação das 8h às 17h. Nesta etapa, os eleitores votam para presidente da República e, no Distrito Federal e em cinco estados, também para governador: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

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