O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou nesta segunda-feira, 19, o PT de espalhar fake news ao afirmar que ele pretende acabar com o Bolsa Família caso seja eleito.
O perfil oficial do PT e apoiadores de Lula recortaram o trecho de uma declaração da assessora econômica de Flávio, Daniella Marques, sobre retorno automático ao benefício em caso de insucesso e divulgaram a declaração com a narrativa de que o senador pretende acabar com o programa social.
Em vídeo publicado nas redes, Flávio afirmou que, além de garantir o retorno automático ao Bolsa Família em caso de perda de renda, sua proposta prevê que o beneficiário continue recebendo o auxílio por até dois anos após conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir a própria empresa.
“O futuro ex-presidente, o Lula, tá espalhando uma fake news daquela cabeluda. E eu peço que você compartilhe esse vídeo urgentemente pra gente combater essa mentira dele. E qual que é a mentira que ele tá contando? Ele tá dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até 2 anos. É óbvio que isso não vai acontecer. Óbvio que isso é mentira. Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo.
O seu benefício tá garantido, porque eu vou cuidar de você. O que é que eu tô fazendo de proposta que é muito melhor do que isso? É para incentivar você, caso você queira, quando você arrumar um emprego de carteira assinado, você abrir a própria empresa, você continua recebendo o seu Bolsa Família por até 2 anos, né? Bem diferente.
O que que eu quero com isso? Eu quero que você cresça e se acontecer alguma coisa nesse meio tempo, você for demitido, por exemplo, ou a sua empresa não der certo, no mesmo dia, você tá recebendo Bolsa Família, diferente de como acontece hoje. Como é que é com o Lula? Se você deixa de receber o Bolsa Família, depois você entra numa fila gigantesca e passa meses até conseguir voltar. receber o seu Bolsa Família comigo não vai ter esse sofrimento. Então, gente, essa é a verdade”, disse.
Regras
A regra atual do Bolsa Família prevê um período de transição para famílias que conseguem aumentar a renda.
Quem ultrapassa o limite de renda mensal de R$ 218 por pessoa, critério de entrada no programa, mas permanece abaixo de R$ 706 per capita, pode continuar recebendo metade do benefício por até 12 meses, desde que cumpra as demais condições previstas.
Até junho de 2025, o período de transição era de dois anos, e o limite de renda por pessoa da família para permanecer na chamada regra de proteção era de R$ 759. A mudança reduziu o prazo de permanência e alterou o teto de renda para os novos beneficiários que entram nessa modalidade.
A regra busca evitar que famílias percam imediatamente o benefício ao conseguir um emprego ou outra fonte de renda. O objetivo é permitir uma adaptação gradual à nova condição financeira. Para quem já estava na regra de proteção antes da mudança, foram mantidas as condições anteriores.
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