PGR defende manter prisões preventivas de Vorcaro, do pai e de Zettel

A Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção das prisões preventivas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de seu pai, Henrique Vorcaro, e do operador Fabiano Zettel, em parecer encaminhado ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, no sábado (17).

O que a PGR argumenta

A posição foi reiterada em manifestação conjunta sobre sobre os três investigados. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que já havia se manifestado sobre os pedidos de revogação das prisões em julho e agosto. Para ele, não há motivo para mudar o parecer “neste momento”.

O mesmo entendimento foi aplicado ao pedido apresentado pela defesa de Daniel Lopes Monteiro, apontado como suposto operador de Vorcaro. Segundo o PGR, as solicitações acabam esbarrando na definição de quem deve analisar os pedidos de soltura, já que o inquérito está parado após a remessa da investigação para Fachin.

As defesas pediram que o inquérito voltasse ao ministro André Mendonça para que ele decidisse sobre as solturas. Gonet, porém, sustenta que decisões mais urgentes devem ser tomadas pelo presidente do STF e que eventuais recursos pendentes no caso devem ser examinados pelo plenário do Supremo.

Por que o inquérito foi parar com Fachin

Os investigados solicitaram que Fachin revisasse a suspensão de processos em que as prisões foram decretadas. A suspensão está ligada à decisão do presidente do STF de concentrar em seu gabinete os procedimentos relacionados às apurações sobre fraudes no Banco Master, na Operação Compliance Zero, e sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), na Operação Sem Desconto.

A remessa dos procedimentos ocorreu quando o presidente do Supremo assumiu a relatoria sobre mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes. Na manifestação, Gonet também tratou de outros temas do caso, incluindo posição contrária à abertura de investigação contra o ministro André Mendonça por abuso de autoridade, hipótese que havia sido sugerida por Moraes.

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