Presidente da OAB acusa Lula de tentar “criminalizar a advocacia” em debate

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, acusou o presidente Lula (PT) de tentar “criminalizar a advocacia“ no debate contra Flávio Bolsonaro (PL) no domingo, 18.

Durante o debate, o petista criticou a atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como advogado, na defesa do policial acusado de matar uma criança de 5 anos com um tiro de fuzil.

“Na noite de ontem, durante o debate presidencial, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, por mais de uma vez, instigou o candidato Flávio Bolsonaro a se manifestar sobre um tema que chegou ao conhecimento deste Conselho Federal: sua atuação na qualidade de advogado na impetração de um habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cuja ordem foi concedida. Após algumas investidas do candidato Lula, Flávio teria afirmado: “Não criminalize a advocacia”. Embora a Ordem dos Advogados do Brasil se mantenha equidistante de toda e qualquer questão político-partidária, não pode permanecer silente diante de tentativa de criminalizar a advocacia em rede nacional”, disse Simonetti durante sessão nesta segunda, 19.

Simonetti afirmou que a manifestação se tornou necessária “porque o debate político não pode diminuir, desqualificar ou converter em instrumento ideológico o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias”.

“Assim, repudiamos, uma vez mais, qualquer tentativa de criminalizar a advocacia, independentemente de sua origem”, declarou.

O presidente da OAB encerrou o pronunciamento ressaltando que sua manifestação “se compromete com a expressão da luta permanente da Ordem em defesa da classe, das prerrogativas profissionais, e não deve ser utilizada para exploração eleitoreira”.

Debate

No debate, Lula questionou a atuação de Flávio na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, com um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021.

“Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de 5 anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?”, perguntou Lula.

Em resposta, Flávio disse…

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