TSE dá 24 horas para Meta e X explicarem distribuição de conteúdos políticos

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva (no centro da foto), determinou que a Meta, dona do WhatsApp, Facebook e Instagram, e o X expliquem em 24 horas as regras adotadas para distribuição de conteúdos políticos, veiculação de anúncios eleitorais, remoção de publicações e uso de inteligência artificial (IA).

A determinação atende a um pedido da coligação do presidente Lula (PT), que alega abuso de poder econômico e uso indevido das plataformas com suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o corregedor-geral, os elementos apresentados, “em tese, justificam a instauração da investigação” para apurar se há, de fato, irregularidades no tratamento dado às candidaturas.

Contudo, a abertura da apuração não significa “reconhecimento da veracidade das alegações, da ilicitude das condutas ou da responsabilidade dos investigados”, continuou Cueva.

A campanha de Lula citou a remoção pela Meta de um vídeo do projeto Revelando no Instagram, com críticas a Flávio Bolsonaro, alegando uso excessivo de IA.

A equipe do petista também acusou o Grok, ferramenta de inteligência artificial do X, de apresentar respostas diferentes a solicitações materialmente equivalentes relacionadas às candidaturas.

A ferramenta do X ainda estaria gerando conteúdos político-eleitorais sem solicitação específica dos usuários.

A Meta retirou do ar na quinta-feira, 22, um vídeo do cantor MC Cabelinho, em parceria com o portal Revelando, sobre Flávio Bolsonaro.

O funkeiro acusa o senador de ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando tinha apenas 19 anos.

“Tropa, derrubaram meu reels (Revelando) mas o episódio continua no YouTube…. no link do story vocês consegue ver! ql foi @meta?”, escreveu MC Cabelinho.

“Tem um cara querendo ser presidente que fala o tempo inteiro de mérito, de esforço, de liberdade, para você se virar sozinho e que pode cortar exatamente as coisas que me ajudaram a subir. Foi o posto de saúde que cuidou da gente, a escola pública onde eu estudei, a comunidade que eu cresci, a aposentadoria, o salário mínimo que entrava em casa. Quem fala tanto de mérito deve ter um currículo bonito, né? Mas aí, eu puxei o fundamento dele, tropa. Pega a visão”, disse Cabelinho em trecho.

“Filhinho de papai que ganhou o primeiro trabalho do papai aos 19 anos em Brasília. Nunca precisou mandar currículo para lugar nenhum, que nunca teve que patrão (…) Tu vai confiar o seu trabalho em quem sempre ganhou tudo de mão beijada?”, acrescentou.

O portal Revelando manifestou insatisfação com a decisão da Meta.

A empresa justificou a retirada com base nas regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial.

Leia também: TSE exige que Meta explique alcance de perfis de políticos



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