![]()
Depois de anunciar que pediria a anulação da eleição, Flávio Bolsonaro (PL) mudou o discurso e afirmou, nesta segunda-feira (26), que vai pedir a cassação da chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por abuso de poder político e econômico.
O candidato derrotado à presidência acusou Lula de usar dinheiro público para “fazer a maior compra de votos da história” e de divulgar fake news em massa. Segundo ele, isso teria desequilibrado a disputa eleitoral.
“Eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, disse Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.
A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário. O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Flávio Bolsonaro
Até o momento, Flávio não reconheceu o resultado das urnas. Ontem, ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação e disse que pediria a anulação da eleição. “Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições”, disse.
Hoje, ele voltou a criticar a condução do processo eleitoral e a prorrogação do prazo de votação. “O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender e isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso”, afirmou no vídeo. Levantamento da Folha de S.Paulo com dados do TSE mostra que apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Lula venceu contra Flávio com mais de 4 milhões de votos.
PF intima Flávio
Na manhã de hoje, a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes (comum e diplomático) por determinação de Alexandre de Moraes. O ministro também proibiu o senador de sair do país e de se comunicar com o amigo Willer Tomaz. Os dois são investigados por lavagem de dinheiro.
No vídeo publicado nas redes sociais, Flávio disse que a intimação ocorreu após visitar seu pai, Jair Bolsonaro. “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou na gravação.
O ex-deputado federal e irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro (PL), sugeriu a saída do senador do Brasil durante entrevista no programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder.
A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele. No meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição. Flávio Bolsonaro

Deixe um comentário